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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Carlão

Todo mundo tem (ou deveria ter) alguém que inspira admiração, motiva a sonhar grande, está junto para trocar uma ideia ou para botar o dedo na sua cara e dizer que o que você está fazendo não vai dar certo. E, mais do que isso, gargalha de alegria sincera quando uma vitória é alcançada.

Há pessoas assim na família, nos amigos chegados, nos companheiros de escola ou na turma da pastoral. Dessas pessoas que me inspiram eu gostaria de dar um destaque para o Carlão. Eu não posso mais chamá-lo para comermos e bebermos juntos. No último dia 8 de janeiro ele partiu em sua jornada definitiva. Foi-se e eu nem pude dar um tchau. Mas ele sempre foi assim, movido a rompantes de novidades. Por que desta vez seria diferente?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Até as últimas consequências

E ela olhou nas suas anotações o nome de todos eles. Tinha ficado encantada com todos os relatos e sobre como toda aquela gente tinha dedicado a vida por uma causa. Mas ainda se assustava um pouco também. E, naquela noite, foi deitar pensando em cada um deles. Afinal, tudo era tão grandioso, tão importante, tão solene... Tão distante. Ela ali, no trabalho comunitário, todo fim de semana, na busca de vida, no convívio com outros jovens... E eles lá. Fazendo grandes coisas, sonhando grandes sonhos...

E de repente ela se pega andando numa rua estranha. Não parecia com nenhuma outra pela qual já caminhara. E então ela vê uma igreja e tem a forte vontade de entrar nela. Há poucas pessoas sentadas e no altar um bispo faz um discurso muito convicto. Dizia ele que “Ainda quando nos chamem de loucos, ainda quando nos chamem de subversivos, comunistas e todos os adjetivos que se dirigem a nós, sabemos que não fazemos nada mais do que anunciar o testemunho subersivo das bem-aventuranças,  que proclamam bem-aventurados os pobres, os sedentos de justiça, os que sofrem

sábado, 16 de julho de 2011

Não há libertação sem risco de perder

Outro dia estava ouvindo um CD que eu aprecio muito. Era do Padre Zezinho. Dentre as canções que ele interpretava, parei para refletir numa letra que eu já cantara tantas vezes. A música era “O amor é a resposta”. E acabei ficando com o verso que dá título a este artigo na cabeça por alguns dias. Não há libertação sem risco de perder.

A princípio vieram a minha mente tantos mártires que celebramos em nossas comunidades e atividades. A partir deles nós fazemos memória das vidas doadas por uma causa. Mas no fim das contas, este é o grande paradoxo. Se nós celebramos o Deus da vida, porque lembramos daqueles que morreram por uma causa e até os colocamos como exemplos de uma vida com propósito?