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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Dez atitudes a serem tomadas antes da próxima JMJ

Com este texto, encerro minhas reflexões sobre a Jornada Mundial da Juventude de 2013, ocorrida em julho no Rio de Janeiro. Os números desta JMJ impressionam, as estatísticas são fabulosas. Há inúmeros relatos positivos de gente de pastoral, comprometida e que se sentiu tocada por estar num evento assim. Talvez, por conta disto, muitos destes, entre tantos outros, já começaram a se preparar para a próxima JMJ, que ocorrerá desta vez em 2016 em Cracóvia, na Polônia.

É legítimo o direito de desejar estar em eventos como estes. Mas é preciso que se tome um cuidado para que nossa ação pastoral não fique esvaziada no período entre jornadas e que a JMJ não se torne um gigantesco EJP (Encontro de Jovens com o Papa), sem o devido pensamento pastoral de engajamento. Como disse Francisco, é preciso que os jovens saiam para as ruas, é preciso evangelizar, é preciso revolucionar.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Por uma PJ mais missionária

Um sonho na cabeça e uma gana imensa por poder fazer a diferença. Assim eram os jovens daquela comunidade. Estavam mais animados por poderem receber outras pessoas de outros países naquela Semana Missionária. Enquanto corriam os preparativos também corriam as incertezas que toda a novidade traz consigo.

E se não dermos conta? E se não entendermos a língua? E se não gostarem da nossa comida? E se forem chatos? E se não interagirem conosco? E se não curtirem as nossas atividades? E se, e se, e se... Alguns ficavam presos nas inquietações. Outros tinham o Evangelho profundamente meditado no coração. “eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa” (Mateus, 25, 35).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um outro mundo é possível

Sim, acabou a Jornada Mundial da Juventude no Brasil. Para alguns fica a saudade, para outros fica o alívio. Sim, não se pode agradar a todos. Aliás, não se deve agradar a todos. Afinal somos pessoas diferentes. Frase boa essa, não? Que tal abrirmos a conversa deste texto a partir dela?

Comecemos então pelo fim. Passada a JMJ, vi relatos eufóricos e de coração aberto sobre a figura do Papa Francisco. Pessoas que não costumam elogiar a Igreja Católica expressavam simpatia pela figura do pontífice. Gente comedida e reservada postavam fotos, mensagens e elogios à pessoa do bispo de Roma. Teria virado Francisco uma unanimidade?

sábado, 27 de julho de 2013

O poder do simbólico

Eu já havia escrito aqui a respeito dos valores dos símbolos. As flores carregam diversos sentidos além de seu próprio ser. Roupas, calçados, acessórios dizem muito aos outros a respeito de quem os vestem porque a eles foi atribuído um significado, seja isoladamente, seja quando utilizados em conjunto.

Quando escrevi o texto acima, queria falar do sentido do anel de tucum. Contudo o universo simbólico da pastoral da juventude é um baú imenso de onde se tiram memórias antigas e novidades formosas. Talvez o mais representativo destes símbolos seja aquele estampado na bandeira da PJ.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Para que investir na juventude?


Em tempos de “ano da juventude”, vale a reflexão sobre as respostas que são dadas quando se questionam os motivos, razões ou necessidades de se investir na juventude. E investimento não é só financeiro, é também doação do tempo, da escuta, do aconselhamento, dos recursos materiais, humanos e afetivos. 

Muito se ouve a respeito deste tema. Há afirmações positivas, negativas, de desconfiança ou todas juntas e misturadas. Qual a ideia que se esconde atrás de cada colocação? Que visões de mundo e de juventude estas respostas revelam? 

É preciso que se diga, novamente, que nenhuma delas é uma indireta a esta ou àquela situação específica. Na verdade é uma coletânea. Muita coisa se diz por aí. E muita gente acaba repetindo frases sem ao menos parar para refleti-las. Vejamos dez tipos de respostas:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A PJ peregrina na JMJ 2013


Ouvi uma definição há alguns dias que acho que cabe bem sobre aquilo que penso a respeito da Jornada Mundial da Juventude. JMJ é um evento. E evento é vento. Vento alivia alguns, é brisa para estes e furacão para aqueles. Se bem planejado, pode virar energia, mas para isso é preciso investimentos anteriores de infraestrutura. E não é em todo lugar que encontramos gente disposta a investir.

Sim, teremos pejoteiros na JMJ do Rio de Janeiro. E creio que é nossa tarefa que sejam preparados bem para estarem lá. Na cabeça de alguns jovens que eu conheço trata-se de um encontro dos jovens com o Papa. Ainda mais agora que será o primeiro grande evento do novo Papa. Mas é claro que não é isso.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vamos conversar sobre nossa organização?

Quantos de vocês não olham para suas realidades e pensam: “Isso aqui poderia estar um pouco mais organizado...”. Sim, é possível que este pensamento já tenha passado pela cabeça de vocês. Contudo, quantos já colocaram o dedo na ferida (não para ser um sádico cruel, mas com o cuidado de quem quer limpar e tratar para melhorar)? Quantos já arregaçaram as mangas e colocaram a mão na massa? Quantos já pararam para se planejar de forma mais eficiente, eficaz e efetiva?

Quer um exemplo? Ano que vem a Campanha da Fraternidade é sobre juventude. O que você e o seu grupo (seja na comunidade, paróquia, setor, forania, região, diocese ou sub região) tem feito a respeito? Meu caro, minha querida, este é um momento único e privilegiado! Não podemos nos contentar a fazer uma Campanha meia boca por alguns dias da quaresma e ponto final. É preciso pensar na vida da juventude e ajudar as nossas comunidades a refletir sobre isso também. É preciso falar de culturas juvenis, abrir as portas das nossas igrejas para um diálogo franco com elas. É preciso denunciar todo sistema de morte que cerca e ronda a juventude. É preciso buscar e expor os porquês dos jovens serem vítimas e agentes da violência. É preciso escancarar e deixar claro e nítido porque a proposta de Jesus é uma boa nova para os jovens também. É necessário mostrar porque nos apaixonamos por esta causa e porque somos pejoteiros.

Vocês já conversaram sobre isso?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Onde está teu tesouro, aí estará teu coração

Há alguns dias aconteceu na cidade de Araras, em São Paulo, a 17ª Romaria da Juventude, promovido pela PJ do Sul 1. Eu estive lá. Foi uma atividade que teve uma repercussão interessante, em especial pela presença de aproximadamente oito mil pessoas. Por estes dias também irá acontecer em Madri a Jornada Mundial da Juventude. Há uma delegação grande de brasileiros e entre estes há muitos jovens da PJ. Há de ser uma das maiores Jornadas Mundiais em termos de participação. E certamente repercutirá pela quantidade de participantes.

Dadas as devidas proporções, ambos os eventos tem uma preocupação primeira que não é a quantidade de participantes. Mas é esta a marca que fica para quem está fora da atividade. Eventos relevantes juntam milhares de pessoas. Gente acaba chamando mais gente.

sábado, 2 de julho de 2011

A JMJ com um ar pejoteiro

Caminhar sempre foi uma marca forte dentro da Pastoral da Juventude. Há a memória bíblica da caminhada do povo de Deus para a Terra Prometida e há a associação deste peregrinar com a nossa luta diária, cercada de desafios, alegrias, tropeços e sonhos.

Da mesma maneira que o povo da Bíblia, nós também não caminhamos para qualquer lado, como se fôssemos baratas tontas. Pejoteiros bem formados caminham com o olhar para um horizonte, com objetivos e metas concretas. Não andam por andar. E por onde passam, deixam suas marcas, as pegadas de suas histórias para servir de guia ou indicativos para quem vem depois.

Estamos às vésperas de uma nova peregrinação. Trata-se da Jornada Mundial da Juventude. Este ano ela acontecerá em Madri no mês de agosto. Reunirá centenas de milhares de jovens. Entre estes, muitos jovens da Pastoral da Juventude.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Os nós de uma relação: eles e nós

Imagine um casal de namorados. Imagine agora que eles brigaram e se separaram. Além disso, esta separação se deu por algo mal resolvido. Se você é amigo de um dos dois, sabe que quando encontrá-lo ou encontrá-la, o assunto do outro ou da outra aparece na pauta de conversa entre vocês e o papo fica girando em torno dos mesmos assuntos. Fica um ambiente ruim e que você sabe que isto não vai resolver nada. Conseguiu imaginar esta situação?

E em um ambiente da Igreja, isto seria possível? Não entre pessoas, mas entre grupos? Sim, isso acontece. E confesso que pessoalmente tenho cada vez menos paciência com isso. Criam-se inimizades como se os grupos fossem rivais lutando por um mesmo espaço. Claro que existem diferenças, e elas são importantes, mas em nome destas diferenças tenta-se matar o diferente.

sábado, 21 de maio de 2011

E quanto à Jornada Mundial da Juventude?

Num outro artigo deste blog, eu defendi que é preferível que trabalhemos, enquanto Pastoral da Juventude, com os grupos de base ao invés de preferir os eventos de massa. Contudo, esta relação não pode ser de exclusividade, ou seja, uma coisa ou outra coisa. Há de se encontrar um ponto pacífico de convivência entre estas duas formas de trabalho.

Neste mesmo artigo também há a ideia de que eventos de massa só são válidos se for feito um trabalho prévio com os grupos, sobre a proposta do encontro, sobre como se preparar para ele e sobre como ele pode ser útil pastoralmente.

Se já foi dito isto, por que voltar ao assunto? Porque o assunto voltou à pauta, mas agora com algumas outras variáveis que não estavam no artigo original. Não estamos falando de um evento de massa qualquer. Trata-se da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá este ano em Madri e, possivelmente, em 2013 no Brasil. No que é que isto implicará?