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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O caminho a ser percorrido

No texto anterior, tratou-se aqui dos propósitos e conversas que cercam os momentos anteriores ao pensar a assembleia. Foram discussões válidas e importantes, pois estávamos no momento de avaliar o terreno. Não se tratava de prepará-lo para o plantio, cultivo e colheita. Esta etapa começa agora.

Vamos falar da metodologia da assembleia. Antes de qualquer coisa, olhemos para a palavra método. Sua origem é grega, methodos. Ela é uma palavra composta por outras duas: meta (através de, por meio) e hodos (via, caminho). Quando estamos usando um método, pensamos no caminho, trilha, trajeto ordenado pelo qual um objetivo pode ser alcançado. E quando pensamos em caminho ordenado, pensamos em processos, etapas. Um método bom é aquele que é construído em comum e no qual todos os caminhantes podem crescer e colher os frutos que estão lá adiante, no objetivo.

Contudo, para que ele seja alcançado, os caminhos podem ser vários. Uns podem ser trilhas estreitas, onde poucos passam, outros podem ser avenidas largas, porém perigosas. De qualquer forma é preciso ter uma meta, senão, como nos lembra Alice, aquela do País das Maravilhas, “quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve”. Já se tratou disso aqui, no texto do Caminho da Vaca, lembra?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O caminho da vaca


Uma jovem senhora, numa palestra que eu fui, disse certa vez que a PJ não apresenta novidade nenhuma para os jovens. Afirmou que nossas práticas e discursos são os mesmos há 30 ou 40 anos. E que a PJ, suas coordenações e lideranças precisavam ser recauchutados. 

Creio que a maioria dos leitores deste blog não iria concordar com essa jovem senhora. Claro que cada um fala do ponto de vista de sua própria história. E o olhar dela não é nada positivo ou otimista. Mas ela está totalmente certa ou errada? Vamos analisar a fala dela parte por parte para começar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E quando bate o desânimo?

Ela estava desencantada. Pensou duas vezes se realmente ia juntar as coisas para ir para a reunião. A agenda sobre a mesinha trazia a sua lembrança de que iriam preparar o calendário do novo ano. “Que tristeza. Mais um ano cheio de compromissos”. Pensou em ligar o computador para ver se batia uma distração, mas se recordou dos inúmeros e-mails de cobranças. Lembrou-se também que ninguém tinha fechado de vez o balanço daquela última atividade. Estavam devendo alguém. Quem seria? E por que ninguém fecha e decide nada?

Sair da coordenação talvez fosse uma solução. Não para o grupo, mas para ela. Afinal, uma hora ou outra teria que parar para pensar nela. Alguém para ficar em seu lugar não seria o maior problema. Dar-se-ia um jeito.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como encarar um grupão?

A gente sabe que a Pastoral da Juventude tem uma turma boa de conversa e que sabem conduzir uma discussão num nível bacana. A razão de tudo isso é que eles foram forjados nos pequenos grupos de base, nas discussões comunitárias, nos debates promovidos. É uma turma de consciência crítica e que encara qualquer parada.

É mesmo??

Já vi muitos colegas de pastoral que encaram numa boa o debate num grupo pequeno, mas que tremem nas bases quando vão falar num grupo grande, de mais de setenta pessoas, por exemplo. Temos toda uma técnica para os grupos pequenos. E para os grandes?

Não era costumeiro que a PJ trabalhasse com grupos grandes em falas mais aprofundadas. Os tempos atuais, porém, pedem e exigem algumas capacitações a mais. Por vezes somos chamados a falar em conferências, grandes encontros, palestras para grupos fora da realidade pejoteira ou assembleias maiores. O que é importante para se preparar bem?

domingo, 20 de novembro de 2011

E o pejoteiro saiu a pejotar

E o pejoteiro lembrou aquilo que disse Jorge Boran sobre as “etapas percorridas”. Ele olhou para a sua própria história pastoral e se admirou ao perceber que tudo então fazia sentido, desde a convocação ao grupo de jovens, a nucleação, as reuniões todos os domingos, os retiros, as discussões, as festas, as formações, os encontrões e os encontrinhos... Tudo estava claro agora.

E ele lembrou também sobre o que a Carmem Lucia dizia a respeito da importância da vivência no grupo e na comunidade. E ele pode entender que tudo o que partilhou em sua capela, com aquela gente simples que celebrava e refletia sobre a vida e a missão de Jesus também fazia todo o sentido agora.

Foi na restauração destas lembranças que ele fez memória da frase do Hilário Dick que dizia que a história de um povo é a sua coluna vertebral. Foi olhando para sua própria "coluna" que o pejoteiro percebeu que havia muito ainda para poder caminhar.

domingo, 16 de outubro de 2011

Qualquer método serve para a PJ?

Trabalhamos com jovens e fazemos parte de uma organização chamada Pastoral da Juventude. Nossas práticas pastorais têm como marca principal sermos sinais presentes do Reino de Deus na vida dos jovens e nas relações criadas com eles e por eles. E se é para sermos sinais que sejamos claros naquilo que transmitimos.

É certo, porém, que nem sempre conseguimos ser perfeitos. Algumas atitudes que tomamos são anti-evangélicas e contrárias ao protagonismo juvenil. Mas uma grande graça divina é que contamos com a correção fraterna de companheiros e companheiras que nos ajudam a melhorar.

Mas se o erro for discreto ou envolvido numa "capa" bem pejoteira? Será que ele passaria sem ser percebido? Será que atrapalharia os trabalhos pastorais? Será que, mesmo com ele, conseguiríamos atingir um objetivo cristão real e autêntico?

Aos meios e maneiras que usamos para chegar a um determinado fim, damos o nome de métodos. Na Pastoral da Juventude, um método com elementos anti-evangélicos pode nos ajudar a chegar a um resultado evangélico? Vejamos alguns exemplos (Todos reais, mas adaptados a partir de diferentes histórias).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Qualquer caminho serve?



É fato sabido por mim que muita gente do Brasil (e no exterior também) lê o que se publica neste blog. Eu tento ser o mais abrangente possível naquilo que se discute por aqui para que tanto o jovem do Sul, quanto do Centro-Oeste ou do Norte possam se sentir contemplados. 

E creio que não seja surpresa também que, por vezes, eu deixe transparecer aqui a minha origem paulista e algumas das experiências no IPJ, na diocese de São Miguel, na paróquia de Santa Luzia ou na convivência com os salesianos. Falo daqui das minhas raízes, mas sabe lá onde os meus galhos e ramos vão alcançar...

Seguindo esta linha, a proposta deste texto é partilhar com você uma discussão que tivemos na Coordenação Regional da Pastoral da Juventude do Sul 1 (estado de SP). Apontou bons caminhos para nós e espero que sirva para a realidade em que você vive, seja no grupo, na paróquia, na diocese, na congregação, no movimento, no oratório, na região ou para própria formação.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sete maravilhas da PJ

Quando falamos em “maravilha” pensamos em algo que nos desperta uma grande admiração por causa daquilo que é capaz de fazer ou por sua perfeição, grandeza ou beleza. Há uma lista já bem difundida de sete maravilhas do mundo antigo (As Pirâmides de Gizé, os Jardins suspensos da Babilônia, o Farol de Alexandria, o Colosso de Rodes, o Mausoléu de Halicarnasso, a Estátua de Zeus em Olímpia e o Templo de Ártemis em Éfeso) e de outras sete maravilhas do mundo moderno (Muralha da China, Petra na Jordânia, Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Machu Picchu em Cuzco no Peru, Chichén Itzá em Yucatán no México, o Coliseu em Roma e o Taj Mahal na Índia).

As duas listas com as sete maravilhas são de locais importantes seja por sua história, por sua arquitetura ou por serem locais de grande visitação, devoção ou memória. Há algumas outras listas de sete maravilhas espalhadas por aí. Todas elas valorizam o que se julga ser aquilo que há de mais importante, relevante ou notável.

Como listas são coisas totalmente discutíveis e eu não quero abrir mão de uma boa discussão (porque aprendemos sempre com quem pensa diferente), lanço aqui no último artigo da série “Os Sete” as “Sete maravilhas da PJ”. São elas que diferenciam a PJ de outras formas de organização juvenil e, por causa delas, eu estou na PJ até hoje. Vamos a elas.

sábado, 3 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 2

Há um elemento que considero fundamental quando pensamos a respeito do planejamento das reuniões: o método. Este é o assunto que quero abordar neste artigo. Claro que há muito o que se falar a respeito dele, tanto que muitos livros já foram publicados sobre este assunto. A ideia aqui, como em todas as quarenta perguntas, é apenas introduzir o tema, levantando algumas questões para ajudá-lo e ajudá-la diante da suas realidades. E volto a dizer, tudo o que digo aqui pode e deve ser adaptado de acordo com a sua prática pastoral. Hoje temos somente uma pergunta. Vamos a ela.