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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

De ciclo em ciclo

A vida é tão curta, né? Não dá pra viver de ciclo em ciclo, como se eles se terminassem em si”. Num bate papo virtual, saiu essa afirmativa acima. E ela corresponde bem a um entendimento tanto da vida como da nossa ação pastoral.

Muitos de nós levamos nosso trabalho assim, de calendário em calendário, de ano em ano, de atividade em atividade, sem uma perspectiva maior. A cada etapa, um novo ciclo se passa. É como se fosse uma vitória conquistada ou um sofrimento que se vai.

Entender a vida em ciclos tem suas vantagens. A maior delas é entender que há limites de tempo que precisam ser entendidos e respeitados. E que a cada tempo há algo que deve ser realizado e vivido. Por exemplo, todo mundo conhece alguém que faz promessas de ano novo. Fim de ano é o período propício para esta atividade.

sábado, 12 de agosto de 2017

Você já pensou em seu projeto de vida?

Um dos grandes presentes que a Pastoral da Juventude me deu foi apresentar a ideia de desenvolver um projeto de vida. A sensação de ser levado pela maré, de seguir tendências, de não se ter o mínimo controle da própria existência é, no mínimo, preocupante.

A gente aprende desde cedo na PJ que é preciso que o/a jovem seja protagonista de sua própria história. Isto não pode ser tomado de uma maneira desconectada da realidade, sem um fundamento sólido, sem valores éticos e morais e sem entender as perspectivas que se apresentam diante de si.

A ideia de que “o futuro a Deus pertence” nos passa o sentimento de confiança espiritual, mas corre o risco de nos tirar a responsabilidade pelas nossas decisões. Fato é que tudo que fazemos ou deixamos de fazer apresenta, de certa forma, resultados nos passos que ainda serão dados.

sábado, 19 de abril de 2014

Falando de estratégias e táticas

A palavra strategia, em grego antigo, significa a qualidade e a habilidade do general. A palavra vem do grego: stratègós: de stratos (exército) e ago (liderança). Este líder, o general no caso original, passou a se posicionar mais à distância, no alto das colinas, de onde podia observar o campo, adquirindo um maior potencial para selecionar a melhor posição e o melhor conjunto de manobras (do grego tatike – tática) para vencer a batalha e, mais provavelmente, a guerra.

Em termos bem gerais, estratégia é onde queremos chegar e tática é como devemos fazer para chegar. Por falar em pastoral, quando nos referimos à estratégia, ou seja, liderar (agos) este exército (stratos), ou os grupos que nos são confiados, estamos falando em planejamento estratégico.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Imagina na Copa...


Anderson queria reorganizar a PJ na paróquia dele. Ele teve acesso a alguns textos que diziam do passado bacana que esta pastoral teve por lá. Ele sentia a necessidade de fazer alguma coisa, mas não sabia por onde começar e nem o que fazer. Esta questão o incomodava bastante. Por vezes ficava pensando nisso até tarde. 

Numa noite, assim que chegou em casa tomou banho e jantou. Ligou a televisão e ficou assistindo o noticiário nacional. Falavam dos atrasos das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo no Brasil. Uma moradora reclamava da falta de informações a respeito de possíveis desapropriações. Um motorista apontava os riscos de engarrafamentos com as obras viárias no entorno e nos acessos para os estádios. Um sujeito engravatado se preocupava com a estrutura dos aeroportos brasileiros. E uma autoridade, que Anderson não soube lembrar quem seria, esclarecia que tudo isso estaria pronto até a Copa do Mundo e que seria um evento fantástico, pois o planejamento estava em dia.

Até o início da Copa, tudo vai estar bem. Aquilo martelou na sua cabeça. Planejamento. Era essa a palavra. Era preciso fazer um planejamento para que a PJ voltasse a se organizar e a ter uma ação bacana na comunidade e no bairro onde ele morava. Procurou textos na internet, falou com pessoas, foi atrás do padre, conversou com uma freira, reuniu um grupo de amigos e trocou umas ideias com a turma da PJ da diocese.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O calendário do ano que vem

Recebi há algumas semanas um e-mail de uma leitora deste blog pedindo algumas opiniões a respeito da programação da PJ que a ela e a turma da paróquia dela haviam feito para o ano de 2013. Logo me veio à mente os calendários que fazíamos quando eu e minha turma estávamos na mesma situação.
 
Respondi a ela e perguntei se ela se importaria que eu usasse a motivação que ela me deu e as respostas que eu dei a ela para escrever um texto aqui no blog. Disse que não citaria o nome dela e nem da paróquia e que adaptaria as minhas colocações para que fossem úteis para uma quantidade maior de leitores. Há poucos dias chegou a resposta e ela topou. Portanto, está aqui o texto.
 
Em primeiro lugar, é evidente que há similaridades entre a realidade que eu vivi e a que ela está vivendo, embora nós sejamos de lugares distintos e de épocas diferentes. E achei bem curioso os erros e acertos que existem em comum. Foi a partir desta perspectiva que eu respondi. Elenquei aqui no blog (novamente) dez pontos, pois assim imaginei que ficaria mais simples a compreensão. Vamos a eles.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E quando bate o desânimo?

Ela estava desencantada. Pensou duas vezes se realmente ia juntar as coisas para ir para a reunião. A agenda sobre a mesinha trazia a sua lembrança de que iriam preparar o calendário do novo ano. “Que tristeza. Mais um ano cheio de compromissos”. Pensou em ligar o computador para ver se batia uma distração, mas se recordou dos inúmeros e-mails de cobranças. Lembrou-se também que ninguém tinha fechado de vez o balanço daquela última atividade. Estavam devendo alguém. Quem seria? E por que ninguém fecha e decide nada?

Sair da coordenação talvez fosse uma solução. Não para o grupo, mas para ela. Afinal, uma hora ou outra teria que parar para pensar nela. Alguém para ficar em seu lugar não seria o maior problema. Dar-se-ia um jeito.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Que horas você para?

Eu estava ontem voltando para casa depois de um dia de trabalho. O metrô nem estava tão cheio quanto costuma ser normalmente. Eu estava num banco, virado para a janela e a noite já tomava conta da paisagem. O cansaço e o sono eram fortes. Os olhos pesavam. Foi quando eu me dei conta de uma coisa interessante.

Olhei para as pessoas que saiam numa determinada estação e para outras que entravam. Poucas conversavam umas com as outras. Poucas também sorriam. O passo era apressado. Os rostos tristes, preocupados ou impenetráveis.

Num dos bancos próximos a mim estava uma mulher com um bebezinho de colo. Até onde minha vista alcançava, somente nós três estávamos sorrindo. Num mar de indiferença, temores e isolamento, o sorriso daquela criança era uma ilha de conforto. Quantos ali viram aquela criança? Quantos puderam aliviar o peso da carga diária com o olhar doce que ela transmitia?

Sim, você pode achar que este texto está muito piegas, sentimental demais. Então me deixe valer de outro exemplo, antes de entrarmos na questão pastoral de fato.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sete sinais de um mau planejamento

Elaborar um planejamento é montar um plano, roteiro ou programação para um determinado fim. Na Pastoral da Juventude, há uma boa preocupação de que esta atividade seja feita com cuidado e atenção. Contudo, nem sempre isto acontece.

Há grupos, militantes, assessores, instâncias da PJ que por falta de tempo ou presença de outras pessoas não planeja adequadamente um próximo ano, um conjunto de atividades ou as etapas de uma formação, por exemplo.

Quando um planejamento é feito, há alguns sinais que podem ser percebidos para saber se há a possibilidade dele dar certo ou não.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 4

Pois é, chegamos ao quarto e último artigo sobre os preparativos para as reuniões. Há dois assuntos que frequentemente sou questionado quando o assunto é planejamento de reuniões: como trabalhar assuntos difíceis e como atingir o sentimento dos jovens ser abusar do aspecto emotivo. Gostaria que percebessem a importância destes dois questionamentos. Quem consegue superá-los, pode dar um passo de qualidade na vida do grupo. Continuem a leitura e vejam o porquê.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 3

Continuo, neste artigo, a comentar sobre os elementos que devem estar presentes quando estamos preparando a reunião do grupo. São três perguntas e com respostas bem diretas. Temáticas, dinâmicas e assessoria perita: como e quando usá-las.

sábado, 3 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 2

Há um elemento que considero fundamental quando pensamos a respeito do planejamento das reuniões: o método. Este é o assunto que quero abordar neste artigo. Claro que há muito o que se falar a respeito dele, tanto que muitos livros já foram publicados sobre este assunto. A ideia aqui, como em todas as quarenta perguntas, é apenas introduzir o tema, levantando algumas questões para ajudá-lo e ajudá-la diante da suas realidades. E volto a dizer, tudo o que digo aqui pode e deve ser adaptado de acordo com a sua prática pastoral. Hoje temos somente uma pergunta. Vamos a ela.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 1

Há muitos grupos de jovens em nossas comunidades. Uma carência que percebo em muitos daqueles que conheço é o amadorismo de algumas lideranças e a falta de um planejamento. Quando falo amadorismo, eu me refiro a uma falta de preparação para coordenar um grupo. Normalmente são jovens excelentes e com muita boa vontade, mas sem uma visão de que o seu trabalho de evangelização está ligado a algo maior e que deve ser feito com uma melhor qualidade também. Uma das maneiras de melhorar esta qualidade no serviço da coordenação de um grupo é a elaboração de um planejamento bem feito. É sobre este assunto que iremos conversar neste e nos próximos três artigos.