Sabe aquele vazio no peito que aparece quando uma notícia triste lhe é contada? Passei por isso há bem pouco tempo. Foi por conta de uma perda considerável. A
Casa da Juventude Padre Burnier (CAJU) encerrou boa parte das atividades pastorais. Era um centro de referência de Direitos Humanos e da juventude. Publicava materiais importantes, úteis e necessários. Dava cursos, promovia debates, levantava questões, colocava o dedo na ferida, era local de acolhida, carinho e cuidado.
Era para muitos pejoteiros do Brasil um referencial, quase um oásis. Era um local onde se estudava e partilhava a honestidade, o bom senso, a crítica, a humanidade, o ser cristão, o estar junto. Muitos jovens puderam construir seus projetos de vida sob orientação da casa. Muita gente que passou pelos cursos da CAJU acabou se tornando referência de formações pastorais nos seus locais de origem. Era de fato uma CASA da JUVENTUDE. O bem querer era a marca forte.
Mas isso agora é história a ser contada. Eu, da minha parte, tive um misto de emoções desde que soube da notícia. Acabei, sem querer, passando pelo chamado estágio do luto, que são as cinco etapas que vão da negação do fato até a aceitação do mesmo.