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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

De ciclo em ciclo

A vida é tão curta, né? Não dá pra viver de ciclo em ciclo, como se eles se terminassem em si”. Num bate papo virtual, saiu essa afirmativa acima. E ela corresponde bem a um entendimento tanto da vida como da nossa ação pastoral.

Muitos de nós levamos nosso trabalho assim, de calendário em calendário, de ano em ano, de atividade em atividade, sem uma perspectiva maior. A cada etapa, um novo ciclo se passa. É como se fosse uma vitória conquistada ou um sofrimento que se vai.

Entender a vida em ciclos tem suas vantagens. A maior delas é entender que há limites de tempo que precisam ser entendidos e respeitados. E que a cada tempo há algo que deve ser realizado e vivido. Por exemplo, todo mundo conhece alguém que faz promessas de ano novo. Fim de ano é o período propício para esta atividade.

domingo, 27 de agosto de 2017

Que marcas que a PJ deixou?

Aqueles dias eram tempos de sonhos. Cinco amigos, ou melhor, quatro amigas e um amigo. Meados dos anos 2000. Grupo de jovens da paróquia. Uma formação bem feita. Um acompanhamento exemplar. O desejo de semear o Reino de Deus era enorme. A articulação conduzida como deveria sempre ser. Vários grupos se conheciam. O DNJ era famoso.

Havia uma promessa particular entre estes jovens amigos. Eles queriam ver e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor. Queriam se capacitar. Olhavam o futuro com esperança. Seguir o exemplo de Jesus era condição. Mas passados cerca de 10 anos, o que ficou?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Por uma PJ mais libertadora

Escrevo este texto dentro do clima das manifestações que tomaram conta do país pautando a questão do transporte público e a mobilidade urbana, mas que ampliou o leque e também tratou de violência policial, educação, corrupção, gastos públicos e o direito à livre manifestação. Muitos jovens foram para a rua num volume muito maior do que aquilo que me recordo de que tenha sido o movimento dos “cara-pintadas”, antes da queda do ex-presidente Fernando Collor.

Sim, havia muitos pejoteiros nestas manifestações. E gosto muito de ouvi-los falar e de ler as contribuições a respeito da pauta deste movimento todo. Está claro para mim que para muitos destes que se engajam nas lutas pela vida plena da juventude a ideia de uma PJ mais libertadora é algo coerente e vivido no dia-a-dia. Mas e para tantos outros? O que significa esta expressão que dá título ao texto de hoje?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Viemos para incomodar

Sei que corro o risco de parecer simplista demais, mas quero lhe fazer uma proposta. Olhe para a história da humanidade. Perceba como se deram as grandes mudanças. Normalmente giram em torno de três eixos possíveis:

- intervenção tecnológica,
- acordos entre os chefes das nações,
- lutas, conflitos e sangue.
 
Agora, olhe novamente para a história a partir de um ponto de vista social. Eu sugiro o olhar das classes menos favorecidas. Você crê, por exemplo, que todo o aparato tecnológico surgiu para facilitar a vida destas pessoas? Era este o intuito primeiro? Foi pensando nos pobres que surgiu a imprensa? Que aconteceu a revolução industrial? Que o ser humano foi para a Lua? Que inventaram o chip do cartão de crédito?

domingo, 20 de novembro de 2011

E o pejoteiro saiu a pejotar

E o pejoteiro lembrou aquilo que disse Jorge Boran sobre as “etapas percorridas”. Ele olhou para a sua própria história pastoral e se admirou ao perceber que tudo então fazia sentido, desde a convocação ao grupo de jovens, a nucleação, as reuniões todos os domingos, os retiros, as discussões, as festas, as formações, os encontrões e os encontrinhos... Tudo estava claro agora.

E ele lembrou também sobre o que a Carmem Lucia dizia a respeito da importância da vivência no grupo e na comunidade. E ele pode entender que tudo o que partilhou em sua capela, com aquela gente simples que celebrava e refletia sobre a vida e a missão de Jesus também fazia todo o sentido agora.

Foi na restauração destas lembranças que ele fez memória da frase do Hilário Dick que dizia que a história de um povo é a sua coluna vertebral. Foi olhando para sua própria "coluna" que o pejoteiro percebeu que havia muito ainda para poder caminhar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Militância pejoteira

Chegamos enfim à última questão. E, para não fugir da regra das últimas perguntas, tal questão tem uma perspectiva de grandes dimensões, com um olhar para além do nosso cotidiano. É mais que um lembrete, um alerta e uma frase que precisa ficar martelando em nossa mente para não esquecermos jamais de que nossa ação pastoral tem um peso e uma importância bem grandes, por isso não deve ser feita de qualquer maneira.