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quinta-feira, 5 de março de 2026

Flores não bastam

 “Feliz Dia das Mulheres!”


Todo 8 de março costuma vir acompanhado de flores, homenagens e frases bonitas. Mas a origem deste dia está muito longe disso. Ele nasceu da dor, da luta e da resistência de mulheres que, ao longo da história, foram exploradas, silenciadas e violentadas.

Aí você, meu colega, minha amiga, lê essa ideia inicial e pensa: “Lá vem mais um textão militante que vai falar de machismo e empoderamento das mulheres…” Sabe que você tem razão? Eu queria escrever algo assim mesmo. Falar da origem, da importância e da atualidade desta data. Mas muita gente, com mais estudo e experiência do que eu, também fará isso. Por isso, gostaria de temperar esta reflexão com outros olhares.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Sei que sou machista

Sou machista. Digo isso sem nem um pingo de orgulho e sem a expectativa de aplausos ou vaias. É a constatação de um fato. Sou e sei que não deveria sê-lo. Sou, mesmo sabendo que este machismo que habita em mim hoje é menor do que já foi um dia e carrego a esperança de que ele seja hoje maior do que nos dias que se aproximam.

Nasci e cresci do mesmo jeito que muitos de nós: sabendo que as havia coisas de homem e coisas de mulher. Uma dessas coisas de mulher era cuidar dos filhos, servir à família, zelar pelo lar e obedecer ao chefe da casa. Tristes eram aquelas que não geraram filhos.

Eu sou homem e crescer neste ambiente me pareceu ser bom. Isto implicava que eu deveria cumprir meu roteiro. Ser forte, ter iniciativa, prover o lar, não demonstrar sentimento ou fragilidade, não falhar, vencer sempre.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ah, essas pejoteiras!

Como a maioria daqui já sabe, eu sou homem. Alguns de nós temos dificuldades de falar dos problemas femininos diante da nossa condição social masculina ou em razão da criação a que fomos sujeitos. Há ainda quem diga que só uma mulher pode falar da condição feminina, pois só ela sabe como é a dor social de ser mulher.

O fato de que eu seja homem não me impede de falar do ser feminino. Talvez eu não fale com tanta propriedade, pois não vivo “na pele” as dores e as delícias de ser mulher. E certamente seria difícil escrever um texto que contemplasse toda a sua dinâmica e todas as facetas de suas expressões. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Eu estou aqui. Pode me enviar


Era assembleia da Pastoral da Juventude daquela diocese. A turma iria modificar a coordenação diocesana e apontar as prioridades do ano seguinte. Assembleias sempre são momentos importantes na vida pastoral, decisivos mesmo. Era a primeira assembleia em que ele era delegado. Desde o tempo em que participava do grupo de jovens ouvia falar da importância destes momentos. Agora estava ali, vivendo a história.

Sua vida pastoral sempre fora paroquial, nunca havia ido para uma instância além daquela. Portanto ali, tudo parecia novidade, tudo parecia grande. Ele observava e se sentia meio intimidado. E se dissesse algo que estivesse fora do contexto? Falta de experiência é fogo. Decidira que ficaria só observando.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amores pejoteiros

Era uma manhã de domingo e ele acordou antes dela. Os raios de Sol já entravam pelas frestas da janela e ajudaram a iluminar um pouco mais o quarto. Com um pouco de luz ele pôde ver o rosto dela e sorriu. Era como se um filme passasse diante dos seus olhos e o final era feliz.

Ele se julgou um cara com muita sorte. Não acreditava que fosse cheio de qualidades a ponto de ter conquistado o carinho daquela moça. Era certo, porém, que deveria ter algumas sim. E, possivelmente, seriam as qualidades que ela mais apreciava. Afinal já eram alguns anos de convivência em comum e de casamento.

Em sua cabeça era como se todos estes anos fossem dias que aconteceram nas últimas semanas. Tudo foi tão intenso e tão bacana que até as dificuldades passadas serviram para fortalecer ainda mais aquela união.

Ele se recorda bem (e faz questão de valorizar a boa memória que diz cultivar) que foi numa tarde ao lado da catedral que ele a viu pela primeira vez. Lembra que fez questão de ajudá-la porque ela parecia perdida e procurava por alguém. Quem sabe ela não estaria interessada em participar da PJ? E estava. Ela procurava por seu melhor amigo que, semanas antes, a tinha chamado para participar daquela reunião de rearticulação da PJ diocesana.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ei homem, por que choras?

Na Pastoral da Juventude falamos muito de um tal de homem novo e de uma mulher nova. Sempre foi muito tranquilo para mim falar deles. Eles sempre estiveram em meus manuais de pastoral e ouvi falar deles em várias palestras e conversas que participei. Até aqui neste blog eles já apareceram.

Não que eu seja masoquista, mas eu tomei um belo de um “tapa na cara” quando o teólogo e escritor Jung Mo Sung, numa conversa com militantes pastorais, disse que há muita teoria e idealização nesta história de novo homem e nova mulher.

Eu gosto de ser questionado. Isso me faz pensar. E refletindo mais eu posso mudar de posição ou reafirmar com maior certeza aquilo em que eu acredito. Seria então este novo homem e esta nova mulher algo irrealizável? Um horizonte utópico inalcançável?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Nova mulher e novo homem

Quando olhamos para a vida de Jesus, acreditamos que ele era sim o filho bem amado de Deus. Seu estilo e sua proposta revelavam como deveria ser a humanidade e como o Pai queria que o mundo fosse desde o princípio dos tempo: o ser humano é filho de Deus, irmão dos outros e administrador da criação e não “Senhor” de Deus, inimigo do irmão e explorador da criação. O mundo é a casa da grande família de Deus, onde todos se sentem bem.

Esta nova mulher e novo homem têm os traços de Jesus e são inspirados nele: são livres, solidários, comunitários, proféticos, joviais, contemplativos, gente de esperança e de ação. A Pastoral da Juventude se propõe a valorizar e reconhecer a pessoa humana em todas as suas dimensões, enfatizando o gestar dessa nova mulher e desse novo homem, vivenciando suas diferenças e valorizando o que é próprio de cada um.