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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Avançar para Águas Mais Profundas

Ei, povo querido da caminhada, tudo em paz por aí?

Janeiro e julho costumam mexer forte com o coração da nossa juventude. É tempo de Missão Jovem, de “Semana Missionária”, de arrumar a mochila, calçar as sandálias e sair do conforto do “nosso cantinho” para o encontro com outras realidades. Missão é isso: sair, levar a Palavra e, ao mesmo tempo, deixar-se evangelizar pelo caminho.

E vale a pergunta sincera: fazer missão virou só mais um compromisso na agenda? Porque, no fundo, ela é o que dá fôlego ao grupo. Sem esse movimento de saída, a gente até se reúne, reza e planeja, mas corre o risco de ficar girando em torno de si mesmo. O grupo de jovens não é o ponto final, mas sim uma parada estratégica no caminho: é onde fazemos uma pausa para recarregar as energias antes de continuar nossa jornada.

Avançar para águas mais profundas é confiar que Deus já está nos esperando além do conhecido, nas periferias da vida, nas dores e esperanças do povo. E para ajudar nosso grupo a dar passos possíveis nessa direção, seguem cinco pistas para rezar, conversar e amadurecer juntos o espírito missionário.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Ninguém caminha sozinho


Às vezes a gente entende a importância do grupo quando alguém falta. A cadeira vazia chama mais atenção do que a sala cheia. O encontro termina, o café esfria, e fica a pergunta no ar: “Vocês viram o fulano? Faz tempo que não aparece...”. Nem sempre alguém foi atrás. Nem sempre alguém perguntou. E é justamente aí que o grupo revela o que ele é, ou o que ainda precisa aprender a ser. Porque, na fé, no grupo, ausência nunca é detalhe; é gente.

Não por acaso, a fé cristã nunca foi pensada para solitários. Jesus não chamou indivíduos desconectados, chamou pessoas para formar um corpo. Chamou pelo nome, reuniu em torno de si, caminhou junto e enviou. O discipulado nasce do encontro e se sustenta na comunhão. Por isso, na vida da Igreja, o grupo não é acessório nem estratégia organizacional. Ele é chão e mesa: chão de comunidade, onde a fé ganha rosto, e mesa onde a caridade aprende a ter nome.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

De ciclo em ciclo

A vida é tão curta, né? Não dá pra viver de ciclo em ciclo, como se eles se terminassem em si”. Num bate papo virtual, saiu essa afirmativa acima. E ela corresponde bem a um entendimento tanto da vida como da nossa ação pastoral.

Muitos de nós levamos nosso trabalho assim, de calendário em calendário, de ano em ano, de atividade em atividade, sem uma perspectiva maior. A cada etapa, um novo ciclo se passa. É como se fosse uma vitória conquistada ou um sofrimento que se vai.

Entender a vida em ciclos tem suas vantagens. A maior delas é entender que há limites de tempo que precisam ser entendidos e respeitados. E que a cada tempo há algo que deve ser realizado e vivido. Por exemplo, todo mundo conhece alguém que faz promessas de ano novo. Fim de ano é o período propício para esta atividade.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

A vida é tão rara

Era um sábado pela manhã e eu saí para doar sangue. Não era para ninguém em específico. E não conto isso aqui para ganhar o aplauso ou possível compaixão pela história. Conto isso como um mote para dizer que a vida é muito frágil.

Poderia começar, por outro lado, contando que este ano já me presenteou com Rafael, meu sobrinho e com Miguel, meu sobrinho-neto e que até o fim do ano mais um sobrinho-neto, o Artur, deve chegar também. Bebês como eles, delicados, frágeis, indefesos mostram os detalhes do milagre da vida e como podemos facilmente perder este dom fantástico com uma bobagem qualquer que façamos ou com uma doença ou um mal inesperado.

Mas volto à história da doação e a fragilidade da vida. Meu organismo produz uma proteína numa quantidade maior do que a média das pessoas. Isso me impede de consumir alguns alimentos e me é indicada a doação de sangue como forma de diminuir a quantidade dessa proteína no organismo. Não faz mal a quem recebe meu sangue e faz um bem danado a mim.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma pedra no meio do caminho

Já faz algum tempo que esta história vem remoendo dentro de mim. Quantos outros grupos poderiam se identificar com esta parábola? Quantos passam por situações parecidas? Quando eu a contei pela primeira vez, as pessoas logo associaram ao poema de Carlos Drummond de Andrade e também a superação pessoal diante dos problemas. Mas não era este o objetivo.

Entenda o contexto: era um grupo que estava fadado ao fracasso. Isolado, sem perspectiva. Pediram ajuda. Fomos contribuir. O texto abaixo era uma provocação para eles. Era um ponto de vista sobre a história que viviam. E não está exatamente como eu a contei. Há sim algumas adaptações, acréscimos e firulas. Mas a ideia principal continua aí. Será que você conhece grupos que se identificarão com Tiago?

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domingo, 23 de março de 2014

Quem merece elogio?

A pergunta é: Quem faz um bom trabalho, merece um elogio? A boa educação indicaria que sim, mas vamos colocar uma variável. A pessoa tem a função de realizar determinado trabalho. Se o faz bem feito, merece elogio?

Conheço gente que mudaria o discurso. Diriam que se fulano tem aquela função, o correto é que faça bem feito. É uma obrigação de caráter. É quase um contrato. É quase uma função empregatícia. E eu observo tudo isso e me pergunto se tem que ser assim mesmo.

Sujeito tem um emprego e realiza determinadas tarefas. Se o serviço dele é bem feito, ele não faz mais do que a própria obrigação, já que está sendo remunerado para isso? Penso que isso não é lá muito motivador. Se esta lógica estiver certa, as pessoas que fazem um serviço voluntário, sem pagamento a receber, não tem necessidade de agir com empenho?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dez papos sobre grupos de jovens

Não sei se o nobre leitor ou a querida leitora fez ou faz parte de um grupo de jovens. Sei menos ainda se você está ou não em alguma instância pastoral que deveria (deveria não, deve) subsidiar, acompanhar e ajudar a articular estes mesmos grupos. Eu posso dizer por mim. Sim, eu estou numa instância pastoral hoje, enquanto escrevo estas linhas. E creio que, com o pouco que aprendi, mesmo que não estivesse em instância nenhuma, seria meu dever contribuir com estes grupos.

Pois bem, para quem acompanha este blog ou para quem tem tempo de ficar pesquisando os textos que aqui se encontram, já tem a noção de que ele não nasceu ontem. São mais de cento e oitenta postagens e quase quatro anos de publicações. Todos eles voltados à PJ e boa parte deles aos grupos de jovens.

Desde o final do ano passado vem sendo gestado o primeiro filho deste blog: o videolog, ou vlog, “Pejotando”. Foi pensando nos grupos de jovens da pastoral da juventude que a equipe deste vlog resolveu inaugurar um canal com uma série de vídeos temáticos voltados a eles. Além do tema em si, pensamos em rechear cada vídeo com uma leitura bíblica de apoio, com indicação bibliográfica, poesia e música.

domingo, 22 de setembro de 2013

Dez maneiras de fazer seu grupo fracassar

Como existe gente de todo tipo a frente dos nossos grupos de jovens, coordenações de pastoral e das instâncias mais diversas, creio que seja conveniente dar umas dicas para aquela turma que amanhece todos os dias com a intenção (ainda que não explícita) de acabar com o próprio grupo. Recebi estas dicas há muito tempo atrás de uma fonte fora da PJ e resolvi adaptá-las ao nosso universo pastoral. Não sei de quem foi a autoria original, mas eu agradeço esta pessoa agora e quero dividir esta minha adaptação com você.

Sim você meu amigo, minha amiga que tem o desejo não revelado, mas implicitamente praticado de ir minando aos poucos o seu grupo, eu tenho algo a lhe dizer: chega de sofrer. Seja uma pessoa esclarecida, aja com fundamentação teórica. Compreenda o que faz e por que faz. Estão aí. Dez dicas para que seu grupo não vá para frente.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Já estou acostumado

Quando foi a última vez que você deu um salto no escuro? Quando foi última vez que experimentou um sabor desconhecido? Qual foi a última vez que fez a experiência da novidade pelo simples fato de ser algo novo?

Quando se atinge certa estabilidade, as novidades vão ficando mais raras. O desconhecido só entra na nossa vida por indicação. A gente se acostuma com o que é previsível e acaba caindo no roteiro da rotina, da mesmice, da repetição.

Se você concorda comigo, sinto que a sua juventude está indo pro brejo. Os adultos são os que pensam assim. Eles é que estão acostumados. Eles é que tem as respostas (hahaha... que bobagem essa!!). Jovens são, por definição (se é que se pode definí-los), experimentadores, instáveis e caçadores das novidades. No entanto, há tanto jovem acostumado por aí...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Por que um grupo acaba?


Uma característica de quem tem bastante tempo de vida pastoral é que já viu muita coisa acontecer. Coisas bacanas e coisas tristes. A nossa tendência é achar que a morte de um grupo é algo triste. Nem sempre é. Existem as mortes naturais (já comentei delas aqui), mas também existem as mortes “matadas”. É a respeito destas últimas que eu gostaria de falar.

Um grupo morre antes do tempo por fatores internos, externos ou por ambos ao mesmo tempo. É importante que consigamos entender estes fatores para podermos agir antes, evitando assim um dano maior. Sim, dano. É sempre muito triste ver um grupo para o qual dedicamos tempo e vida acabar, seja ele um grupo de base, uma coordenação paroquial ou mesmo diocesana. E as consequências disso para a continuidade de um trabalho pastoral são sempre mais complicadas.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uma só força, um só pensamento, um só coração

Dois homens suspeitos foram presos pela polícia. Havia a desconfiança de que eles teriam participado de um crime maior. Ninguém ainda havia descoberto as provas necessárias para condenar ninguém. Somente uma confissão dos participantes poderia levar alguém à prisão.

Os policiais tiveram uma ideia. Separaram os presos um do outros e para ambos foi oferecido o mesmo acordo. Se o prisioneiro acusar o outro suspeito e este, quando for interrogado, permanecer em silêncio, o primeiro sai livre e o outro é condenado a dez anos de prisão. Se ambos permanecerem não disserem nada, a polícia só pode condená-los a seis meses cada um. Contudo, se o primeiro permanecer em silêncio e o segundo acusá-lo, a situação se inverte e o primeiro é que ficará preso por 10 anos. Se os dois se acusarem mutuamente, cada um ficará preso por cinco anos.

Cada prisioneiro deve tomar a sua decisão sem saber qual a decisão o outro vai tomar. Nenhum dos dois tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir? Como você reagiria?

domingo, 17 de junho de 2012

Sobre a manipulação na PJ

Este artigo é uma continuidade do texto “Detonando com a assessoria”, publicação que teve sua inspiração nas discussões ocorridas no III Encontro Regional da Pastoral da Juventude do Estado de São Paulo. Da mesma forma que o texto anterior, vou procurar destacar as partes do material original e fazer uma análise a partir deles.

O texto anterior falava sobre a assessoria. Este analisa as etapas iniciais dos grupos de jovens e o trabalho com as lideranças pastorais. É importante que saibamos o porquê das nossas opções pastorais, não só para um enriquecimento do saber intelectual, mas para termos clareza do que fazemos e para termos como contribuir para o crescimento dos jovens que caminham conosco. Diz o texto original:

E é por conta desta arte do convencimento que a PJ opta pelos pequenos grupos e tem pavor dos grandes grupos. Pequenos grupos são mais fáceis de serem organizados, moldados e manipulados. Desculpe-me se eu assusto você com esta terminologia, mas essa é a verdade. Na massa, o jovem pode ir na onda, mas não existe a certeza se ele está realmente convencido. Nos grupos pequenos isso é mais fácil.

terça-feira, 15 de maio de 2012

E nosso coração ardia...


Era por volta das três da tarde. Camila subia a ladeira em direção a praça da matriz. Quando estava quase lá, ela encontra Daniel, parado em frente à banca de jornal tentando se atualizar das últimas notícias através das manchetes do dia anterior. Ela veio por trás dele e o abraçou. Já haviam se passado três meses que eles não se viam, mas o reencontro foi como se tivessem se esbarrado ontem.

O que fora um misto de alegria e surpresa pelo reencontro, foi dando lugar ao desencanto e a melancolia. Há três meses eles haviam dado fim a uma experiência que havia se arrastado por outros tantos 10 meses. Camila e Daniel nunca foram namorados. Eles eram coordenadores do grupo de jovens da matriz.

Muitas perguntas marcavam a conversa deles. “Será que valeu todo empenho, esforço, dedicação, dias e noites em preocupação para que o grupo desse certo?”, “Por que o grupo fracassou?”, “De quem é a culpa?”, “Por que não despertamos neles o gosto para ir além?”.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alguem disse que outra pessoa disse

Eu acompanhei há uns meses uma assembleia de Pastoral da Juventude. Eles usaram o método Ver Julgar Agir para organizar a atividade. Estive presente nos dois primeiros momentos. No levantamento da realidade, os jovens (todos de grupos de base) eram convidados, entre outras coisas, a escreverem num papelzinho uma coisa boa que existia em seu grupo e uma coisa ruim.

Espantou-me, a princípio, ao ver que em mais da metade dos grupos foi apresentada a fofoca como sendo uma das coisas ruins que existiam em seus grupos. Digo que fiquei espantado inicialmente, mas depois pude refletir melhor e ver que não é tão espantoso assim.

O que é a tal da fofoca? Fofocar é falar, comentar, especular sobre a vida de outras pessoas, sem o compromisso com fatos concretos, apenas com a própria opinião. É como se fosse um achismo sobre a vida alheia, sem que o alheio fosse consultado a respeito.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Você sabe trabalhar em grupo?

Vou partir do princípio de que você que lê este texto participa de um grupo e que quer que ele progrida e alcance seus objetivos. Vou acreditar também que você contribui para que as pessoas do seu grupo também participem cada vez mais e sejam de fato protagonistas de sua ação.

Partirei da ideia de que você não é, necessariamente, o coordenador deste grupo, podendo ser uma boa liderança do mesmo. Se for o coordenador do grupo, ótimo também.

Já partilhei aqui neste espaço que as pessoas gostam de números e de dicas. Este texto poderia receber o título de “10 mandamentos de uma liderança participativa” e talvez recebesse muito mais visitas. Mas o título dado também vai direto ao ponto.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Olhar, sentir-se e ouvir


Um dia eu tive a intenção de ter um segundo blog. Diferente deste, era um blog prático, algo como um repositório, um baú, de onde as pessoas poderiam tirar novas ideias e velhas lembranças. Porém, seria igual a este blog também. Igual no sentido de que serviria para a pastoral da juventude animar seus encontros.

Um dia esta intenção se tornou vontade. E esta vontade se transformou em páginas de blog. E eu criei o “Dinâmicas para grupos de Pastoral da Juventude”. Em dois, três dias eu havia colocado algumas dinâmicas lá. Mas não divulguei publicamente.

O motivo foi simples. Ele não era um baú cheio. E ainda não é. São 31 dinâmicas presentes lá. Pouca coisa mesmo. Então resolvi fazer algo diferente da proposta original. Hoje os dois blogs irão “conversar”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Somos gente que quer ir além



Esse assunto todo começou num outro artigo, e teve continuidade no texto que contém a primeira metade dos princípios pastorais que vão orientar os Grupos de Trabalho (GT’s) iniciados na 30ª Assembleia Regional da PJ do Sul 1. 

O texto que segue abaixo contém a segunda parte destes doze princípios. É interessante perceber que estes princípios nos fazem olhar para como realizamos nossa prática pastoral, mas também permite que olhemos para os resultados dela. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Já está chegando a hora de ir...


...venho aqui me despedir e dizer em qualquer lugar por onde eu andar vou lembrar de você. Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir. O meu coração aqui vou deixar. Não ligue se acaso eu chorar, mas agora adeus”.

Sim, é música do Roberto Carlos. Singela e bonitinha. E, sim. Eu gosto das músicas dele. Essa foi uma das primeiras que aprendi a tocar no violão. Lembrei dela quando comecei a pensar sobre como começaria o artigo de hoje.

Há algumas coincidências que são engraçadas. Em menos de duas semanas, três pessoas diferentes acabaram relatando um problema pastoral semelhante. Os casos tratam de uma mesma situação vivida em instâncias diferentes da PJ. E como perguntaram o que eu achava disto, resolvi escrever aqui.

Imagine que você seja parte da coordenação de um grupo de jovens e que, por um motivo importante você precise deixar este serviço. Você sabe da importância do grupo, tanto para você, como para os outros participantes e a comunidade onde ele está inserido. Você quer bem a estas pessoas. Elas são significativas na sua história.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jovem: ser pessoa

É uma grande alegria poder ter entre os artigos deste blog um texto da querida Ana Cláudia. Corre um sangue legitimamente pejoteiro nas veias desta mulher. Foi coordenadora e assessora regional no Sul 1. É até hoje um dos meus referenciais no que diz respeito ao amor que deve se dar ao trabalho pastoral. É uma honra tê-la por aqui, Ana.

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Quando Rogério me pediu para falar sobre o tema jovem ser pessoa, vieram diversas idéias na cabeça, várias histórias, algumas músicas que fizeram e marcaram o período “jovem” da minha vida. Apesar de me sentir bem disposta para muita coisa, os anos passam e tenho clareza  que para algumas questões o tempo já passou e mesmo com toda disposição do mundo, sei que agora cabe a outros continuar a caminhada. Claro que posso contribuir, existem diversas outras formas de fazê-lo sem fazer o que cabe aos protagonistas desta história.

Bem, mas chega de enrolação e vamos ao que interessa! Mas afinal, o que entendemos por “Jovem: ser pessoa”? Não vou dar nenhuma denominação teórica,  mas romantica da coisa, um pouco parecido comigo. Ser jovem é aprender que o amor vai além do que compreendemos, é não ter medo, é saber se encantar com as pequenas coisas, sentir a brisa no rosto, sem se preocupar com as rugas. Compromissos (e quanto compromisso!), para outros descompromisso, momento de arriscar e buscar o que nos faz feliz.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estatísticas pejoteiras

Uma coisa que eu aprendi no curso de jornalismo e que a PJ me ajudou a entender melhor foi a importância das estatísticas. Elas servem para dizer um monte de coisas, sejam verdades, meias verdades, ou mesmo mentiras. Isso se dá porque os números tendem a impressionar, ainda mais se estiverem acompanhados de gráficos bonitos e textos bem escritos. Mas é importante observar o que está nas entrelinhas e nas possíveis intenções de quem escreve e de quem publica.

Por que digo isso? Porque muitas vezes nem temos dimensão do que alguns valores querem dizer. Por exemplo, dizem que a minha diocese tem mais de três milhões de habitantes. O que significa três milhões de pessoas? Você consegue quantificar isso? Consegue enxergar um povaréu deste tamanho? É muita gente! Ainda mais numa diocese pequenina territorialmente como é São Miguel Paulista. E eu acho que vou demorar muitos e muitos anos pra ter convivido ou conhecido três milhões de pessoas, se é que isso seja possível.

Números soltos, portanto, impressionam. Mas estamos falando aqui de estatísticas. E elas podem ajudar bastante nosso trabalho pastoral. Basta entender as entrelinhas, como já disse. Veja só: Você sabe hoje quantos grupos de Pastoral da Juventude existem em sua diocese? E quantos jovens são ligados a estes grupos? Saberia dizer qual o impacto que os grupos de PJ tem sobre a realidade juvenil da sua região?