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terça-feira, 9 de julho de 2013

Já ouviu falar de formação integral?

Acredito que muitos de nós já ouvimos falar da tal formação integral, afinal trata-se de um dos pilares da pastoral da juventude, um de nossos tesouros, uma das linhas mestras que caracterizam a nossa identidade. Isto significa que para bom pejoteiro, isto é algo básico. Será?

Será que basta falar que a formação integral abrange cinco aspectos do ser humano? Todo pejoteiro que saiba o básico da nossa identidade pastoral já ouviu falar disso. Uma das primeiras palestras sobre a PJ que eu me lembro de ter participado falava destes cinco aspectos. Na época, dava-se o nome de personalização, integração, dimensão política, dimensão teológico-teologal e capacitação técnica. Bonitos nomes.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Literatura (na) pastoral

Você gosta de ler? Talvez não seja esta uma boa forma de abordagem para iniciar uma conversa, principalmente se você não for do tipo que goste de viajar na leitura. Muita gente não gosta e muita gente perde uma excelente oportunidade de aprender mais.

Na pastoral da juventude, tal prática merece sempre um incentivo. Todo ano saem materiais novos, roteiros de encontros, celebrações, textos formativos para todos os níveis e graus de participação pastoral. As mídias também são as mais variadas. Tem o jornal impresso, o blog, os roteiros digitais, o livro publicado. Cada um com sua especificidade. Cada um com seu público.

Houve um tempo na história da humanidade em que as pessoas não podiam ler. Não podiam porque não sabiam. E não sabiam porque ninguém as ensinava. E não se ensinava porque, na maioria das vezes, tal qual naquele tempo como hoje, informação é poder. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que mau exemplo!

Enquanto eu escrevia o texto “Pejoteiros, o reencontro”, algumas imagens e situações me vinham à mente, mas não pude escrever tudo o que imaginei. Na verdade, ele foi um apanhado de situações que me serviram de mote para algumas ideias vieram fervilhando na cabeça desde então.
 
Muito falamos dos bons exemplos e das posturas positivas na pastoral. Do quanto é importante ser assim, falar daquela forma ou agir desta maneira. Mas nem sempre somos tão bons assim. E toleramos as pequenas falhas por sermos todos passíveis de errar. Por vezes fazemos vistas grossas aos desvios dos companheiros e companheiras que coordenam ou lideram nossos grupos. Ou, pior, passamos a ignorar os preceitos pastorais e cristãos e concordamos com algumas atitudes destas mesmas pessoas.
 
Isso me deixa profundamente chateado, não porque eu seja perfeito, longe disso. Mas nosso testemunho de vida, como já disse aqui, é elemento formador. Você é exemplo para a turma que vem chegando. Que boa leitura esses rapazes farão da sua vida? Como as moças buscarão inspiração naquilo que você faz?
 
Claro, a raiz disso tudo está no Evangelho e na prática de Jesus. E é aí que mora o “perigo” para você. Na hora em que a turma confrontar os frutos da vida de Jesus com o pomar que você cultiva na sua vida, o que é que eles vão poder colher?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pejoteiros - o reencontro


Nota do autor: “Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações terá sido mera coincidência”.

Era sábado de manhã. André chegou ao sítio e estava feliz. Feliz e ansioso. Afinal há tempos não via aquela galera da diocese. O que teriam feito da vida? Quem estaria casado? Será que viriam todos? Ele não via aquela turma há quase vinte anos, afinal havia se mudado de cidade e perdera todos os contatos.

Era uma turma boa aquela dos trabalhos diocesanos da PJ do início dos anos 1990. Foi com eles que aprendeu o jeito de ser pejoteiro e isso fez toda a diferença na sua vida e nas suas opções. Descobrira anos mais tarde que sua vocação era de ser assessor da pastoral da juventude. Mas isso fora acontecer longe das suas terras de origem e talvez seus primeiros amigos nem soubessem disso. Tinha tanta coisa para contar. Graças às redes sociais da internet, acabaram por achá-lo e avisaram-no do convite para o reencontro. Que coisa boa!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sete aprendizados em um ano

Além de compor a comissão regional de assessores do Sul 1 (estado de São Paulo), eu contribuo na assessoria do Instituto Paulista de Juventude, em especial num projeto de formação de lideranças chamado “Eu sou + 7x7”. No feriado prolongado de 7 de setembro de 2012 encerramos a sexta turma deste projeto.
 
O formato deste projeto é composto por sete encontros, cada um com uma temática. O objetivo é capacitar as lideranças num processo mais de visão mais ampla da realidade intra e extra eclesial, é ajuda-los a desenvolver mais a sua consciência crítica e a perceber a importância do trabalho em rede.
Cada um dos grupos recebeu um nome diferente. Este nome guia os roteiros dos encontros e os momentos de espiritualidade. Talvez você possa achar que é comum, mas cada grupo possuiu sua própria identidade. Nenhum grupo foi igual ao outro seja no formato, na metodologia ou na interligação entre seus participantes.
 
Estes sexto grupo fugiu da lógica dos cinco anteriores. Até então, os nomes destes grupos tinham uma origem e uma identificação com nosso mundo judaico-cristão: Jubileu, Pentecostes, Kairós, Ruah e Êxodos. Com o sexto grupo, abrimos nosso olhar para o chão latino-americano. O grupo foi batizado como Pachamama. E ao planejarmos e executarmos o projeto (que dura um ano), particularmente pude aprender algumas coisas, duas delas já partilhadas aqui no blog.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Somos gente que quer ir além



Esse assunto todo começou num outro artigo, e teve continuidade no texto que contém a primeira metade dos princípios pastorais que vão orientar os Grupos de Trabalho (GT’s) iniciados na 30ª Assembleia Regional da PJ do Sul 1. 

O texto que segue abaixo contém a segunda parte destes doze princípios. É interessante perceber que estes princípios nos fazem olhar para como realizamos nossa prática pastoral, mas também permite que olhemos para os resultados dela. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Somos gente de princípios



Num outro artigo, comentava sobre a decisão que a Coordenação Regional da Pastoral da Juventude do Sul 1 (estado de SP) tomou em relação aos grupos de trabalho criados na última assembleia regional. Estes grupos de trabalho (GT’s) estão a serviço não da coordenação regional, mas sim dos grupos de pastoral da juventude (paróquias, dioceses e sub regiões) deste estado. E eles foram criados sob a inspiração dos projetos nacionais aprovados na última ampliada nacional. Cada GT recebe um nome de um dos projetos e procura desenvolver trabalhos a partir das motivações destes mesmos projetos.

Pois bem, a decisão que a CRPJ Sul 1 tomou diz respeito às orientações que estes GT’s terão para poder desenvolver o próprio caminhar. Foram dadas duas prioridades pastorais: “Nucleação de Grupos de Jovens” e “Trabalhar e Fortalecer a Identidade da PJ”. Isto significa que toda ação que estes GT’s tomarem tem que ter como objetivo último estas duas prioridades.

A pergunta que caberia fazer aqui é se vale qualquer ação para dar conta destas prioridades? A resposta clara é não! A CRPJ do Sul 1 elencou doze princípios pastorais que servem para balizar estas prioridades. E é sobre metade delas que falaremos hoje. Antes, vale ressaltar que estas dicas são direcionadas para os GT’s, mas podem ser utilizadas por qualquer grupo de pastoral que esteja interessado.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É a vista de um ponto


Eu me recordo bem de um dos encontros de formação que fizemos no Instituto Paulista de Juventude. Era um grupo de 50 jovens que batizamos de Ruah. Ao término daquele fim de semana, no momento de oração final, posicionamos 50 velas de tal maneira que elas formavam o nome do grupo. Contudo quando as pessoas entravam na sala, parecia apenas que eram velas posicionadas umas ao lado das outras, ao acaso. Contudo, ao se posicionarem num local estrategicamente pensado, era possível ter clareza da mensagem por trás daquela organização.

Assim foi no encontro, assim também é no restante de nossa vida. Nossa compreensão do mundo que nos cerca é estabelecida pelo nosso posicionamento e pelo olhar que temos a partir de onde estamos. É claro que há uma tendência da sociedade como um todo de padronização das práticas e costumes. Igrejas, escolas, a mídia e instituições em geral tentam normatizar o entendimento da realidade a partir daquilo que elas próprias concebem por padrão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

…E todos nós bebemos de um único Espírito

Para os amigos e amigas que acompanham este blog, segue um texto escrito desta vez pelo Henderson, um nobre companheiro da PJ do tempo em que militávamos na diocese de São Miguel Paulista. Vale a pena ler. É um texto cheio de memórias e mensagens. Obrigado Henderson.

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    Todo Domingo de Pentecostes é assim. Minha memória volta a uma gelada sexta feira, 11 de fevereiro de 2000, nos arredores da Estação Corinthians-Itaquera, extremo da região leste de São Paulo. Era de lá que saía, a cada três meses, o ônibus que levaria a galera para um dos encontros da edição do Projeto Eu Sou Mais 7 X 7, da então Pastoral da Juventude da Diocese de São Miguel Paulista.

    Naquela sexta-feira, ocorreria o segundo encontro do Grupo Pentecostes, mas o primeiro que eu participava. Até então, eu nem sabia que havia Pastoral da Juventude Diocesana – era apenas mais um que, na companhia de outros quatro amigos, tentava organizar o grupo de jovens na Paróquia São José Operário, no Conjunto José Bonifácio, mais conhecida como a Cohab 2.

sábado, 26 de março de 2011

Reflexões pastorais – 2


Continuando o artigo da semana passada, seguem hoje mais três dicas/reflexões para nossa caminhada pastoral.


5.    Entenda para quem você está falando. Adapte-se ao seu receptor. Mas não o subestime.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sete maravilhas da PJ

Quando falamos em “maravilha” pensamos em algo que nos desperta uma grande admiração por causa daquilo que é capaz de fazer ou por sua perfeição, grandeza ou beleza. Há uma lista já bem difundida de sete maravilhas do mundo antigo (As Pirâmides de Gizé, os Jardins suspensos da Babilônia, o Farol de Alexandria, o Colosso de Rodes, o Mausoléu de Halicarnasso, a Estátua de Zeus em Olímpia e o Templo de Ártemis em Éfeso) e de outras sete maravilhas do mundo moderno (Muralha da China, Petra na Jordânia, Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Machu Picchu em Cuzco no Peru, Chichén Itzá em Yucatán no México, o Coliseu em Roma e o Taj Mahal na Índia).

As duas listas com as sete maravilhas são de locais importantes seja por sua história, por sua arquitetura ou por serem locais de grande visitação, devoção ou memória. Há algumas outras listas de sete maravilhas espalhadas por aí. Todas elas valorizam o que se julga ser aquilo que há de mais importante, relevante ou notável.

Como listas são coisas totalmente discutíveis e eu não quero abrir mão de uma boa discussão (porque aprendemos sempre com quem pensa diferente), lanço aqui no último artigo da série “Os Sete” as “Sete maravilhas da PJ”. São elas que diferenciam a PJ de outras formas de organização juvenil e, por causa delas, eu estou na PJ até hoje. Vamos a elas.