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sábado, 28 de maio de 2016

Cinco conselhos às lideranças pejoteiras

Nestes anos todos na pastoral da juventude, conheci muita gente engajada nas diversas instâncias e em muitos serviços. Muitas lideranças de grupos de base, muitas/os jovens e assessores das instâncias estaduais e nacionais. Alguns dos textos deste blog foram direcionados a uns, a outras, mas poucos foram para todo mundo.

Já vi gente falhar em coisas básicas que por vezes eu também caí. Coisas que estão no nosso DNA e que, na teoria, não deveríamos falhar. Coordenadores/as, assessores/as e lideranças tropeçando neste ou naquele aspecto.

Por isto resolvi escrever este textinho. Cinco conselhos bem básicos, mas que eu acho fundamentais. Cinco ideias que, revendo agora depois de escritas, podem ser aplicadas com as devidas adaptações a qualquer grupo.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A jovem liderança e sua individualidade


Conheci muitas lideranças jovens nestes anos de atividade pastoral. Várias delas eram excelentes. Muitas delas em contínuo processo de formação. Outras tantas careciam de uma ou outra qualidade que as impedia de ir além daquilo que já virava rotina em sua ação pastoral. Com o tempo fui percebendo algo que é uma das minhas regras pastorais: o jovem que não é respeitado na sua individualidade ou motivado a crescer enquanto pessoa acaba fracassando como líder. E muita gente que poderia ser boa, acaba desistindo e deixa de desempenhar qualquer atividade pastoral.

Se quisermos favorecer o surgimento de novas lideranças, este é um primeiro cuidado: a individualidade. É necessário, portanto, conhecer aquilo que é próprio de cada pessoa: aquilo de que ela gosta e não gosta, suas habilidades e deficiências, suas qualidades e defeitos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O caminho da vaca


Uma jovem senhora, numa palestra que eu fui, disse certa vez que a PJ não apresenta novidade nenhuma para os jovens. Afirmou que nossas práticas e discursos são os mesmos há 30 ou 40 anos. E que a PJ, suas coordenações e lideranças precisavam ser recauchutados. 

Creio que a maioria dos leitores deste blog não iria concordar com essa jovem senhora. Claro que cada um fala do ponto de vista de sua própria história. E o olhar dela não é nada positivo ou otimista. Mas ela está totalmente certa ou errada? Vamos analisar a fala dela parte por parte para começar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que mau exemplo!

Enquanto eu escrevia o texto “Pejoteiros, o reencontro”, algumas imagens e situações me vinham à mente, mas não pude escrever tudo o que imaginei. Na verdade, ele foi um apanhado de situações que me serviram de mote para algumas ideias vieram fervilhando na cabeça desde então.
 
Muito falamos dos bons exemplos e das posturas positivas na pastoral. Do quanto é importante ser assim, falar daquela forma ou agir desta maneira. Mas nem sempre somos tão bons assim. E toleramos as pequenas falhas por sermos todos passíveis de errar. Por vezes fazemos vistas grossas aos desvios dos companheiros e companheiras que coordenam ou lideram nossos grupos. Ou, pior, passamos a ignorar os preceitos pastorais e cristãos e concordamos com algumas atitudes destas mesmas pessoas.
 
Isso me deixa profundamente chateado, não porque eu seja perfeito, longe disso. Mas nosso testemunho de vida, como já disse aqui, é elemento formador. Você é exemplo para a turma que vem chegando. Que boa leitura esses rapazes farão da sua vida? Como as moças buscarão inspiração naquilo que você faz?
 
Claro, a raiz disso tudo está no Evangelho e na prática de Jesus. E é aí que mora o “perigo” para você. Na hora em que a turma confrontar os frutos da vida de Jesus com o pomar que você cultiva na sua vida, o que é que eles vão poder colher?

domingo, 17 de junho de 2012

Sobre a manipulação na PJ

Este artigo é uma continuidade do texto “Detonando com a assessoria”, publicação que teve sua inspiração nas discussões ocorridas no III Encontro Regional da Pastoral da Juventude do Estado de São Paulo. Da mesma forma que o texto anterior, vou procurar destacar as partes do material original e fazer uma análise a partir deles.

O texto anterior falava sobre a assessoria. Este analisa as etapas iniciais dos grupos de jovens e o trabalho com as lideranças pastorais. É importante que saibamos o porquê das nossas opções pastorais, não só para um enriquecimento do saber intelectual, mas para termos clareza do que fazemos e para termos como contribuir para o crescimento dos jovens que caminham conosco. Diz o texto original:

E é por conta desta arte do convencimento que a PJ opta pelos pequenos grupos e tem pavor dos grandes grupos. Pequenos grupos são mais fáceis de serem organizados, moldados e manipulados. Desculpe-me se eu assusto você com esta terminologia, mas essa é a verdade. Na massa, o jovem pode ir na onda, mas não existe a certeza se ele está realmente convencido. Nos grupos pequenos isso é mais fácil.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Todo mundo pode ser líder?

Este texto poderia começar com o título “Liderança é um dom?” ou “Pode-se aprender a ser líder?”. Já foram discutidos por aqui em três textos os aspectos e cuidados com a liderança jovem dos grupos da pastoral (O que é ser líder, Liderança jovem e Cuidados com os líderes). Contudo é preciso deixar bem clara a resposta para a pergunta título.

Pode qualquer jovem acanhado, que ingressa hoje num grupo de uma comunidade afastada, lá na periferia de qualquer cidade que nós conheçamos vir a se tornar um líder pastoral conhecido, ou mesmo uma grande liderança em sua comunidade local?

A Pastoral da Juventude crê que sim. Liderança não é algo que somente vem das características pessoais que herdamos. É algo indiscutivelmente fruto de um meio. Claro que ser uma pessoa carismática ajuda muito, mas algumas características pessoais podem ser incentivadas para que o jovem chegue a ser uma liderança expoente. Aponto sete destas características.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Você sabe trabalhar em grupo?

Vou partir do princípio de que você que lê este texto participa de um grupo e que quer que ele progrida e alcance seus objetivos. Vou acreditar também que você contribui para que as pessoas do seu grupo também participem cada vez mais e sejam de fato protagonistas de sua ação.

Partirei da ideia de que você não é, necessariamente, o coordenador deste grupo, podendo ser uma boa liderança do mesmo. Se for o coordenador do grupo, ótimo também.

Já partilhei aqui neste espaço que as pessoas gostam de números e de dicas. Este texto poderia receber o título de “10 mandamentos de uma liderança participativa” e talvez recebesse muito mais visitas. Mas o título dado também vai direto ao ponto.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sete cuidados com as lideranças

Sim, este texto que você lê agora é direcionado. Quando eu o escrevi estava pensando em algumas pessoas específicas. Eram jovens lideranças que passaram e ainda passam pela minha vida pastoral e eu percebo que precisam cultivar alguns cuidados. Não que eu seja o dono da verdade ou o cara perfeito e que fica dizendo a todo tempo: “Sim, isto é certo! Não, não faça aquilo!”. Mas existem algumas percepções que o tempo dá e que gostaria de compartilha-las.

Você pode chamar estes itens que vou tratar de dicas. Eu prefiro o termo cuidado. E agrupei num total de sete cuidados. Gosto do significado que damos a alguns números e o “sete” é especial para mim. Não só para mim, como para toda a civilização em que vivemos. Basta ver como ele está esparramado por aí... Sete maravilhas do mundo, sete dias da semana, pintou o sete, sete cores do arco-íris, sete notas musicais e por aí vai... Então segue mais uma série para este número: os sete cuidados com a liderança jovem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que é ser líder?

Algumas pessoas me pediram para escrever um pouco mais sobre liderança juvenil. Então resolvi começar falando do básico. Quem é o líder? Quem é a líder? Você pode achar estas perguntas um tanto desnecessárias. Eu preciso que comecemos nossa conversa partindo de princípios comuns. Isso nos ajuda a termos mais clareza naquilo que conversamos, sem os possíveis preconceitos que este assunto pode trazer.

domingo, 10 de outubro de 2010

Capacitação

“É dever também da própria liderança jovem poder trabalhar e melhorar a própria atividade apostólica e pastoral”. Foi esta uma das frases que utilizei no artigo sobre liderança. É claro que o ambiente ajuda, o coordenador é importante, um clima participativo na pastoral é fundamental, mas sem um empenho pessoal na própria formação e caminhada, nada disso adianta. É sobre este aspecto pessoal que quero tratar no texto de hoje.

domingo, 3 de outubro de 2010

Liderança

Em uma visita a qualquer livraria de médio ou grande porte, podemos encontrar diversos livros tratando do assunto “liderança”. De fato, existem muitas publicações que tratam sobre como despertar, entender e aprimorar as qualidades daqueles que são considerados líderes. A provocação que quero oferecer neste texto é sobre o cuidado com as lideranças jovens de nossos grupos. Há muitos assuntos dentro deste tema e que eu gostaria de escrever a respeito, mas por enquanto vamos ficar com estas duas questões abaixo.