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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Algumas questões sobre identidade

Lá estava eu novamente. Era um encontro da PJ. E não era um encontro corriqueiro. Era um grande encontro. Muita gente que lá estava, eu não conhecia. Lembro de quando estávamos todos do lado de fora, conversando, num momento de intervalo, aquela hora em que tem o cafezinho e a gente também usa como um bom momento de interação. Eu observava tudo atentamente. No momento seguinte, já dentro do salão, estávamos quase todos nós sentados nas cadeiras num formato semelhante a dois semicírculos, um mais próximo de quem falava e outro imediatamente atrás. Eu estava no fundo.

Quem falava lá na frente era a Dai Zito. Muita gente na PJ conhece a Dai. Muita gente fora, também. Isto é um fato que não causa surpresa a ninguém. Ela fala e fala bem. No entanto, no meio da sua fala eu tomei um susto ao ser citado em um exemplo que ela deu. O que me surpreendeu não foi ser citado pela Dai, o que a princípio foi bem bacana, mas o teor da fala. Era um tanto legalista. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Será que eu sou pejoteiro?

O que te faz pejoteiro? Que marca é essa que você identificou em sua jornada e que lhe fez abraçar com alegria ser aquilo que você é? Eu estava falando outro dia com uma pejoteira sobre as opções que fazemos em nossa vida, sobre aquilo que nos identifica e das quais não abrimos mão.

Também conversei na semana passada com uma outra pessoa sobre as mudanças que fazemos, as concessões que abrimos, para ser deste ou daquele grupo, para podermos ser aceitos ou para que esta ou aquela ideia seja aprovada. Até onde vai nossa negociação, sem que a gente corra o risco de se corromper, de vestir máscaras ou de perder a própria identidade?

Tenho comigo algumas impressões sobre o que nos faz sermos pejoteiros. Fatores e opções que nos marcam, sejamos nós do grupo de base, da coordenação, da assessoria ou de quaisquer outras estruturas e serviços. Partilho com você que lê este texto apenas 12 destas características identitárias. E coloco em link no título alguns dos textos que já escrevi aqui que podem ajudar a aprofundar a ideia.

sábado, 29 de julho de 2017

A cultura nossa de cada dia

Corria o mês de abril do ano de 2010. No dia 21 daquele mês este blog nascia. E vinha ao mundo com uma inquietude que ainda persiste. Por que a Pastoral da Juventude é do jeito que é? E, se tem um jeito, que jeito é esse?

Não eram inquietações aleatórias e soltas no vento. Eu aprendi com muita gente, e ainda aprendo, o que é fazer Pastoral da Juventude. Neste sentido, eu já havia rascunhado alguns textos. Cheguei a pensar em publicá-los um dia. Mas a morosidade para concluir este projeto e uma demanda crescente por indicativos que respondessem a pergunta acima me fizeram tomar outro rumo.

Por onde começar um blog sobre a PJ? Parti da ideia de que a espiritualidade é um dos alicerces da nossa identidade. Os primeiros artigos foram quase todos nessa linha. O texto inaugural questionava: “O que é mesmo Espiritualidade Pejoteira?”. E partiu, como parte a nossa metodologia, a partir da vida. Dizia assim:

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sobre identidade e identificação

Colega me perguntou o que é “pejotando”. Ele chegou no blog por conta do meu perfil em rede social. Eu respondi que tem a ver com a PJ, com a Pastoral da Juventude e que são publicações feitas para este público. Ele é participante comum das missas então o que eu falei para ele não era de todo estranho. 

De uma maneira geral, para a maioria das pessoas, quando se fala em pastoral se fala de um grupo de pessoas que faz um determinado serviço na igreja, e no nosso caso específico, com a Juventude. E o “pejotar” no gerúndio daria a impressão de um processo contínuo dentro desse serviço.

Há um pouco de verdade nesta explicação, por isso é preciso iluminar alguns conceitos. Quem dera pudéssemos fazer esse exercício para outros tantos casos que geram controvérsia. Mas enfim, é preciso jogar um pouco de luz sobre o que seja Pastoral da Juventude, para poder entender o que é este blog.

sábado, 6 de junho de 2015

Por uma PJ sempre fiel

Nosso amigo pejoteiro se casou. Era uma tarde de sábado quando saímos de casa até a cidade dele. Chegamos lá, na boca da noite. Muitos amigos de pastoral também estavam lá. A noiva era também uma figura especial. Passamos a gostar e querer bem a ela, não só pelo envolvimento afetivo com nosso amigo e conosco, mas pelo seu testemunho da presença atuante.

Uma das frases mais impactantes numa cerimônia de casamento católico é o “Eu, te prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-te e respeitando-te, todos os dias de minha vida”. O que isso significa? Podemos fazer uma ligação dela com a nossa Pastoral da Juventude?

sábado, 19 de abril de 2014

Falando de estratégias e táticas

A palavra strategia, em grego antigo, significa a qualidade e a habilidade do general. A palavra vem do grego: stratègós: de stratos (exército) e ago (liderança). Este líder, o general no caso original, passou a se posicionar mais à distância, no alto das colinas, de onde podia observar o campo, adquirindo um maior potencial para selecionar a melhor posição e o melhor conjunto de manobras (do grego tatike – tática) para vencer a batalha e, mais provavelmente, a guerra.

Em termos bem gerais, estratégia é onde queremos chegar e tática é como devemos fazer para chegar. Por falar em pastoral, quando nos referimos à estratégia, ou seja, liderar (agos) este exército (stratos), ou os grupos que nos são confiados, estamos falando em planejamento estratégico.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Beijinho no ombro

Historicamente, por aquilo que vi, ouvi e li, a PJ já teve momentos áureos, mas poucos foram duradouros. Nesta ou naquela localidade faz um trabalho bem feito, mas hoje, muito mais do que antes, não tem um papel hegemônico na evangelização da juventude. Isto é triste?

Não. Não é. A hegemonia não é boa para ninguém. Sei que alguns colegas podem achar que ter o trabalho reconhecido e ser uma referência pastoral seria uma boa, dado que seu cotidiano é de lutas, machucados e cansaços. 

Não é fácil tomar pancada todo dia. Não é fácil organizar a juventude e promover encontros e formações onde aparecem sempre os mesmos ou cada vez menos deles. Não é fácil ir pedir ajuda ao pároco e ouvir dele que há tempos não juntamos mais do que 12 jovens e que por isso ele vai dar um apoio maior ao movimento A, B ou C.

domingo, 20 de outubro de 2013

Uma PJ que caminha no deserto

Pois é. A PJ chegou aos quarenta. Como sabemos este é um número extremamente simbólico. Já tratamos disso aqui por algumas vezes. Gostaria de me prender um pouco mais ao exemplo bíblico dos quarenta anos em que o povo de Deus caminhou no deserto em busca da terra prometida.

Há uma marca forte neste número que é a da transformação. Ao acompanhar a narrativa bíblica veremos que o povo que iniciou a caminhada passou por poucas e boas até chegar ao seu destino e por outras tantas quando se instalou por lá.

Se a vida começa aos quarenta, não é de se estranhar que somos fruto de todas as decisões tomadas e de todos os percalços sofridos até chegarmos a esta data. Esta é uma das lições que eu tomo ao me deparar com a travessia bíblica.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

E ainda vem me dizer que é pejoteiro?

Sujeito estufa o peito e diz que ama a Pastoral da Juventude. Seria bonito. Sim, seria. Mas uma coisa é a frase isolada, perdida e deslocada do seu contexto. E outra coisa bem diferente é perceber esta mesma frase junto de outras frases ou emparelhada com as atitudes. Não. Não bate, não cola, não dá liga.

O que pretende um sujeito cuja coerência e cujo testemunho não ajudam a aliar o que se prega e o que se vive? Há alguns que agem por ignorância, por desconhecimento. Estes tem jeito ainda. Formação e acompanhamento ajudam a dar clareza e apontam um caminho bom para seguir. Outros querem pontuar questões e buscam a provocação e a reação. Estes são os que buscam provocar acabam por abrir espaço para o debate. Eu gosto deles.  Outros, no entanto, agem por má-fé mesmo. São os que agem sem ética. Estes mereceriam ter o nome apagado do livro da História. Mas quero me deter um pouco sobre eles.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Já ouviu falar de formação integral?

Acredito que muitos de nós já ouvimos falar da tal formação integral, afinal trata-se de um dos pilares da pastoral da juventude, um de nossos tesouros, uma das linhas mestras que caracterizam a nossa identidade. Isto significa que para bom pejoteiro, isto é algo básico. Será?

Será que basta falar que a formação integral abrange cinco aspectos do ser humano? Todo pejoteiro que saiba o básico da nossa identidade pastoral já ouviu falar disso. Uma das primeiras palestras sobre a PJ que eu me lembro de ter participado falava destes cinco aspectos. Na época, dava-se o nome de personalização, integração, dimensão política, dimensão teológico-teologal e capacitação técnica. Bonitos nomes.

domingo, 21 de abril de 2013

Ah, esse cara...


São três anos do blog “E por falar em pastoral...”. Com este são 164 textos em 156 semanas. Quando eu comecei havia bons blogs nos quais eu me espelhava. Hoje a maioria deles está dando um tempo ou foram desativados. Em compensação, outros começaram e foram adiante. 

Este blog me deu a chance de conhecer gente que eu nem imaginaria conhecer. De trocar experiências, de aprender e ensinar. De viajar nas ideias, de servir de inspiração, de poder partilhar sentimentos, conhecimento e experiências. E de reencontrar pessoas.

Por causa deste blog me vi reencontrando por estes dias um amigo a quem não procurava há cerca de 24 anos. É tempo mesmo, não? E se era amigo, é natural que tivéssemos muito que conversar, que ouvir um do outro.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Quem te representa?


Eu havia tomado uma decisão de não mais tocar neste assunto. Quando alguém vinha perguntar minha opinião, eu sempre dizia para deixar de lado porque isso não nos fazia bem. Mas os acontecimentos das últimas semanas nas redes sociais acabaram por forçar um posicionamento. É preciso dizer algumas linhas sobre este assunto que está constantemente na pauta: o conflito entre outros grupos católicos e a Pastoral da Juventude. 

Na verdade, este tipo de conflito é tão antigo quanto a Igreja, se formos manter a discussão somente no âmbito eclesial. Mesmo porque, desde que mundo é mundo, o ser humano bate boca por conta de opinião e divergência de opinião. 

Há algumas discussões extremamente produtivas, pois nos fazem ter um novo olhar sobre determinado fato. Há outras em que vale a pena entrar, porque há vidas ou outros interesses importantes em jogo. É preciso convencer a outra parte, ou a maioria dela, portanto. Há ainda mais algumas em que o grande valor está na qualidade da argumentação. É prazeroso debater em alto nível.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Por uma PJ mais conservadora


Sujeito se assustou com o título. “Conservadores são pessoas paradas no tempo”. Foi assim que a maioria de nós aprendeu. Como poderia então alguém querer desejar uma pastoral da juventude fora do seu tempo?

Não se assuste, o título é esse mesmo. Suas premissas é que estão erradas. O fato de ser conservador não é um pré-requisito para que seja congelado o tempo. Mas para que valores e características não se percam. De quais valores e características estou falando? Daquelas nossas características que nos dão identidade e que muitas vezes assumimos sem saber o porquê. E daquelas que são tão importantes que quando deixamos de lado, também deixamos de ser nós mesmos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A PJ por ela mesma

Um dia, perguntaram para a Dona Pastoral da Juventude quem ela era. Ela respondeu que não era uma, eram várias em uma só. Vários lugares, várias juventudes. Disse que estava aqui, que estava lá, que estava em todo e qualquer lugar. Os jovens e as jovens insistiram. Quem é você? O que a motiva? Era tarde para a noite. Corria o ano de 1996. Nas terras calorosas de Minas Gerais, na cidade de Divinópolis, a PJ assim se pronunciou.

“Somos Pastoral da Juventude organizada dentro da Igreja Católica, no Brasil, com linha e metodologia própria, aberta ao novo acolhimento dos anseios da juventude, garantindo o seu protoganismo, evangelizando de forma inculturada na realidade em que vivemos.”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Que camisa você veste?


Pense na seguinte cena: lá estava eu, feliz da vida com a vitória do meu time e a conquista daquele campeonato. Encontro um colega na rua e vou puxar assunto com ele. Pergunto-lhe se assistiu ao jogo final. Ele, rispidamente, com rancor nos olhos e ressentimento na fala me responde: “Você acha que eu vou perder tempo vendo esse time? Não sou vagabundo ou cachorro”. 

Não sei quem ensinou a este meu colega que toda pessoa que torce pelo meu time é vagabundo ou um cão. Pelo que me consta, meu cachorro nem torce pelo meu time. Pelo contrário, foge de qualquer manifestação de fogos de artifício. E eu não sou um animal como meu colega citou e nem um vagabundo.

Sei que você, leitor deste blog, é uma pessoa que busca ponderar as coisas. Claro que nenhum de nós está livre de cair nestas generalizações. Mas é preciso ter muito cuidado. Usei o exemplo do futebol, mas poderia usar a discussão da cor da pele, da origem étnica, da expressão religiosa, do gosto musical, da orientação sexual, do estado natal ou do poder econômico. Todas são passíveis de generalizações (todo negro é isso, todo japonês é aquilo, todo crente é assim, quem gosta de funk é aquilo, se é gay é porque é isso, só podia ser da terrinha ou isso é coisa de pobre). Todas podem gerar preconceitos doídos. Essa é uma primeira ideia. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Você já foi ao casamento em Caná?

Ser pejoteiro é uma experiência fantástica. Aprendemos que o crescimento enquanto pessoa se dá nos processos nos quais participamos e nos envolvemos. Aprendemos que a relação com o outro (e principalmente o diferente) também é uma oportunidade excepcional para melhorarmos nossos pontos de vista.
 
Aprendemos que a festa, as dificuldades, a análise da realidade, o esperar, os modelos a seguir, o agir são passos e etapas significativos para estes já citados processos que vivemos. Se alguém me pedisse para falar destas etapas todas que citei, usaria cinco versículos do Evangelho de João. Falaria de uma festa de casamento que aconteceu em Caná.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amores pejoteiros

Era uma manhã de domingo e ele acordou antes dela. Os raios de Sol já entravam pelas frestas da janela e ajudaram a iluminar um pouco mais o quarto. Com um pouco de luz ele pôde ver o rosto dela e sorriu. Era como se um filme passasse diante dos seus olhos e o final era feliz.

Ele se julgou um cara com muita sorte. Não acreditava que fosse cheio de qualidades a ponto de ter conquistado o carinho daquela moça. Era certo, porém, que deveria ter algumas sim. E, possivelmente, seriam as qualidades que ela mais apreciava. Afinal já eram alguns anos de convivência em comum e de casamento.

Em sua cabeça era como se todos estes anos fossem dias que aconteceram nas últimas semanas. Tudo foi tão intenso e tão bacana que até as dificuldades passadas serviram para fortalecer ainda mais aquela união.

Ele se recorda bem (e faz questão de valorizar a boa memória que diz cultivar) que foi numa tarde ao lado da catedral que ele a viu pela primeira vez. Lembra que fez questão de ajudá-la porque ela parecia perdida e procurava por alguém. Quem sabe ela não estaria interessada em participar da PJ? E estava. Ela procurava por seu melhor amigo que, semanas antes, a tinha chamado para participar daquela reunião de rearticulação da PJ diocesana.

terça-feira, 10 de abril de 2012

E se não existisse a PJ?

Passamos a pouco pela Semana Santa e quero crer que para muitos de vocês que leem este texto, foram dias de boas e relevantes reflexões. O tríduo pascal reúne as celebrações mais importantes da nossa fé cristã. E nos faz pensar sobre os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Para mim, em particular, estes dias me fazem pensar que, apesar da dor, apesar das tristezas ou do sacrifício, a morte não tem a última palavra. Ela não é o fim das coisas. A vida prevalece afinal. A proposta boa de Jesus não poderia morrer e ficar sepultada naquele buraco na pedra. Não era possível que a morte dominasse Jesus, como lembra Pedro no discurso após o Pentecostes.

O que estaríamos fazendo hoje se a notícia da ressurreição não tivesse se espalhado pelo mundo? É possível que muito de nossa linguagem cultural, simbólica e política seria bem diferente. Mesmo entre aqueles que não creem, a influência cristã é relevante. Nossa sociedade é bem marcada por esta história. Sem a ressurreição toda nossa fé é vazia. E, claro, não existiria também a PJ.

Fazer o exercício do que seria o mundo sem o cristianismo já foi tema de livros e teses. Daria assunto para muita conversa. E se restringíssemos nosso olhar? O que seria um mundo sem PJ? Como você que lê este texto reagiria?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Todo mundo pode ser pejoteiro?

Não. Não pode. Próxima questão?” Seria um artigo muito curto, se o jeito pejoteiro de questionar as coisas não impedisse o caro leitor de querer saber o porquê da resposta.

Ser pejoteiro significa que a pessoa é participante e/ou articuladora desta proposta chamada "Pastoral da Juventude". E há pessoas que não podem ser pejoteiras porque isso implica assumir esta proposta com a própria identidade pastoral. Já falamos sobre isto aqui no blog. Identidade é algo que se constrói e se escolhe. Não é algo com a qual nascemos. E no que consiste a identidade pejoteira? Temos mais de 100 artigos neste blog e a maioria deles trata, direta ou indiretamente, sobre esta questão. Ou seja, é um assunto que dá o que escrever!

Resumindo, identidade pejoteira tem a ver com a vivência de uma espiritualidade libertadora e do cotidiano, de uma preferência pedagógica pelos pequenos grupos, de uma metodologia que valoriza a história, a prática, os meandros sócio-políticos, um olhar bíblico e profético sobre a realidade e a ação concreta, primando sempre pela decisão colegiada, democrática, ética e coerente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PJ não reza

Sabe aquelas histórias sobre a PJ que vira e mexe a gente gasta um tempo enorme para desmentir? Se eu lhe oferecer a chance de pensar em três destas histórias, certamente uma delas será “a PJ não reza” ou “a PJ não tem espiritualidade”, não é verdade?

Este caso chega a ser repetido por tantas e diferentes pessoas, que acaba se tornando parte da mitologia pejoteira: um grupo de histórias fantásticas e/ou fantasiosas que servem para explicar ou justificar para um grupo de pessoas porque a PJ é do jeito que é.

Quem acompanha este blog sabe que eu defendo a espiritualidade pejoteira como uma das marcas fortes de nossa identidade pastoral. E se esta é uma das características marcantes do nosso jeito de ser, é claro que este mito de que a PJ não reza é algo que nos foi atribuído e que muita gente repete por aí, mas não é algo que faça parte de nossas características.