segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Por que você caminha?

Há quem ache que o universo conspire em seu favor. Há quem acredite em destino. Há até gente que crê que quem espera tudo alcança. Como pejoteiro, não acredito nisto. Não condeno quem acredita, mas esta crença não faz parte do meu dia a dia. E explico o porquê.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A árvore pejoteira

Existem muitos tipos de árvores. Há aquelas que são conhecidas por seus frutos, outras pelas belas flores, algumas pelo seu porte e outras tantas pela sombra gostosa que oferecem em dias de calor.

Não sou especialista em árvores, mas gosto muito delas. Há uma, em particular, que em alguns lugares corre o risco de extinção, mas em outros cantos floresce e frutifica plenamente. Chama-se árvore pejoteira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Parábola dos dois irmãos

Havia um pai que criava dois filhos. No passado, eles eram de uma família muito importante, talvez a mais conhecida e respeitada daquela região. Pessoas vinham de longe para ouvir os conselhos do pai. Seus costumes serviam de inspiração e modelo para toda uma população. Mas isto foi em outros tempos. Outras famílias foram ganhando importância. A TV passou a ser a conselheira de muitos. E não restou outra alternativa ao pai e aos dois filhos a não ser se mudarem para um lugar mais distante, onde a riqueza dos outros não os ofuscasse e onde os conselhos do velho pai pudessem ter alguma serventia.

Embora eles tivessem bens e imóveis na região central daquela região, o pai resolveu levar os filhos para um lugar mais afastado. Eles tinham uma casa num lugarejo distante, de poucos recursos e pouco acesso. O pai imaginou que ali seria um bom lugar para criar os filhos e tentar restabelecer a importância da sua família.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Dom Bosco e a PJ

Como entender a vida de um santo, sem compreender suas motivações e o tempo em que ele viveu? E, se o tempo e a sua realidade de vida são tão importantes assim, como transportar para os dias de hoje o seu exemplo de vida, suas intuições e seus conselhos e exortações?

Eu achava, erroneamente, que aquilo que um santo dizia servia para todas as pessoas em todos os cantos do mundo em qualquer tempo que fosse. Acho que isso foi por “culpa” de Dom Bosco, um santo italiano do século 19 e que dedicou sua vida aos jovens e às crianças.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tá na base ou tá na massa?

Há tempos eu venho participando de comunidades, listas, perfis, grupos virtuais, blogs, fóruns e tudo que possa ser ligado à Pastoral da Juventude seja por e-mails, páginas ou redes sociais da Internet. Tem muita gente boa fazendo coisas fantásticas por aí. É só dar uma busca e você vai achar um bocado de coisas interessantes.

Mas nestes mesmos lugares onde encontramos tantas maravilhas, também encontramos muita gente querendo começar alguma coisa ligada a PJ sem saber direito como fazê-lo. Há jovens aprendendo na tentativa e erro. Há outros buscando fora da PJ experiências que nada tem a ver com a nossa prática pastoral. E, pior, chamando esta nova prática de grupo da pastoral da juventude.

Este blog nasceu com alguns objetivos. Um deles era partilhar o que é básico na PJ para tanta gente que tenta realizar esta prática pastoral, mas não sabe direito por onde começar. Um dos conceitos básicos da PJ que vem se perdendo por aí, até de gente pejoteira com mais tempo de caminhada, é o trabalho com pequenos grupos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A gente se vê na luta

Não. Não dá mais para pensar que a PJ tem todas as respostas para todas as juventudes. E nem que seus questionamentos servem para todos os jovens. Confesso que eu tive esta ilusão quando estava em meus primeiros anos na pastoral. Mas este é um fato que hoje eu compreendo melhor. Agradeço, pois, ao tempo e às muitas divergências com quem pensava diferente de mim em tantos e tantos aspectos.

Deixei de lado também a versão maniqueísta de que a PJ é o bem e quem não caminha ao nosso lado é o mal. Como se perdem oportunidades e contatos maravilhosos com tantas e tão boas lideranças por causa desta visão estreita!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os Sete

No Instituto Paulista de Juventude temos um projeto de formação de lideranças chamado “Eu sou + 7 x 7”. É um grupo de cinquenta jovens (por isso do nome “sete vezes sete mais um”) onde a mística do número sete é bem valorizada.

Conforme já havia dito antes, esta invenção não é nossa. O número sete é valorizado em várias culturas, sociedades, religiões e entidades. Da nossa parte, recebemos esta herança dos escritos bíblicos e de influências que a própria sociedade atual nos presenteou.

Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Pedro queria saber se sete vezes era um bom limite para se perdoar. Jesus disse que era setenta vezes sete. Sete homens foram escolhidos para serem diáconos e ajudar na Igreja primitiva. Sete pessoas foram as únicas que se salvaram juntamente com Noé, das águas do dilúvio. Sete são as igrejas da Ásia que João relata em sua visão. João viu na mão de Deus um livro selado com sete selos.

Tanto sete assim na Bíblia deve ter algum significado. E tem. O sete é o número da perfeição, daquilo que é completo, daquilo que se completa. A ideia deste artigo foi trazer o número sete para as relações juvenis e para a Pastoral da Juventude, refletindo alguns temas que lhe são importantes. O que falta a estes grupos? Como melhorar em seus propósitos? Segue a lista dos artigos.