segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pelo fruto se conhece a árvore


Um dos textos que mais me deixou feliz quando terminei de escrever foi o da Árvore Pejoteira. Foi tão gostoso escreve-lo e deu uma repercussão tão bacana (veja, por exemplo aqui) que, apesar de ter sido escrita em fevereiro de 2011, até hoje tem gente me escrevendo a respeito deste texto.

Desde muito tempo, árvores e frutos são exemplos de boas metáforas a respeito do trabalho e da dedicação humana em diversos empreendimentos. Na PJ também se usa deste tipo de linguajar: “frutos do trabalho pastoral”, “plantar uma boa semente”, “esta missão frutificou muito”.

Na lógica do mercado fala-se muito na gestão por resultados. Claro que os resultados são importantes, mas na pastoral privilegiamos os processos, o “como é feito”. Na metáfora arboril, podemos dizer que a PJ sabe da importância dos frutos, mas tem um cuidado especial e um acompanhamento dedicado para com a árvore até que cheguem estes frutos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Já está chegando a hora de ir...


...venho aqui me despedir e dizer em qualquer lugar por onde eu andar vou lembrar de você. Só me resta agora dizer adeus e depois o meu caminho seguir. O meu coração aqui vou deixar. Não ligue se acaso eu chorar, mas agora adeus”.

Sim, é música do Roberto Carlos. Singela e bonitinha. E, sim. Eu gosto das músicas dele. Essa foi uma das primeiras que aprendi a tocar no violão. Lembrei dela quando comecei a pensar sobre como começaria o artigo de hoje.

Há algumas coincidências que são engraçadas. Em menos de duas semanas, três pessoas diferentes acabaram relatando um problema pastoral semelhante. Os casos tratam de uma mesma situação vivida em instâncias diferentes da PJ. E como perguntaram o que eu achava disto, resolvi escrever aqui.

Imagine que você seja parte da coordenação de um grupo de jovens e que, por um motivo importante você precise deixar este serviço. Você sabe da importância do grupo, tanto para você, como para os outros participantes e a comunidade onde ele está inserido. Você quer bem a estas pessoas. Elas são significativas na sua história.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Onde está teu tesouro, aí estará teu coração

Há alguns dias aconteceu na cidade de Araras, em São Paulo, a 17ª Romaria da Juventude, promovido pela PJ do Sul 1. Eu estive lá. Foi uma atividade que teve uma repercussão interessante, em especial pela presença de aproximadamente oito mil pessoas. Por estes dias também irá acontecer em Madri a Jornada Mundial da Juventude. Há uma delegação grande de brasileiros e entre estes há muitos jovens da PJ. Há de ser uma das maiores Jornadas Mundiais em termos de participação. E certamente repercutirá pela quantidade de participantes.

Dadas as devidas proporções, ambos os eventos tem uma preocupação primeira que não é a quantidade de participantes. Mas é esta a marca que fica para quem está fora da atividade. Eventos relevantes juntam milhares de pessoas. Gente acaba chamando mais gente.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jovem: ser pessoa

É uma grande alegria poder ter entre os artigos deste blog um texto da querida Ana Cláudia. Corre um sangue legitimamente pejoteiro nas veias desta mulher. Foi coordenadora e assessora regional no Sul 1. É até hoje um dos meus referenciais no que diz respeito ao amor que deve se dar ao trabalho pastoral. É uma honra tê-la por aqui, Ana.

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Quando Rogério me pediu para falar sobre o tema jovem ser pessoa, vieram diversas idéias na cabeça, várias histórias, algumas músicas que fizeram e marcaram o período “jovem” da minha vida. Apesar de me sentir bem disposta para muita coisa, os anos passam e tenho clareza  que para algumas questões o tempo já passou e mesmo com toda disposição do mundo, sei que agora cabe a outros continuar a caminhada. Claro que posso contribuir, existem diversas outras formas de fazê-lo sem fazer o que cabe aos protagonistas desta história.

Bem, mas chega de enrolação e vamos ao que interessa! Mas afinal, o que entendemos por “Jovem: ser pessoa”? Não vou dar nenhuma denominação teórica,  mas romantica da coisa, um pouco parecido comigo. Ser jovem é aprender que o amor vai além do que compreendemos, é não ter medo, é saber se encantar com as pequenas coisas, sentir a brisa no rosto, sem se preocupar com as rugas. Compromissos (e quanto compromisso!), para outros descompromisso, momento de arriscar e buscar o que nos faz feliz.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PJ e os desafios da educação

Hoje eu tenho a grata satisfação de compartilhar com os leitores deste blog um texto do amigo e eterno pejoteiro Raimundo. Ele também é assessor no Instituto Paulista de Juventude, historiador e professor. Foi membro da coordenação da Pastoral da Juventude de São Miguel Paulista e é um dos três poetas do blog Mirazé. Ele foi convidado a compartilhar um texto conosco sobre a PJ e os desafios da Educação. Texto cheio de desafios e inquietações. Valeu Raimundão!!! Você foi (para não fugir da regra) bem preciso! Aproveitem do texto!

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O que a PJ tem a ver com o Mundo da Educação? O que os jovens que alimentam os grupos e comunidades por todo o país podem ou devem fazer em relação a esse tema?

São muitas as esquinas em que PJ e Educação se encontram e se abraçam. Creio que um desses pontos tem a ver com o Projeto de Vida de muitos dos líderes da PJ, que é ser Educador no sentido mais amplo da palavra. Podemos afirmar que a “Pedagogia Pastoral” (As palavras-chave dessa Pedagogia aparecem em negrito ao longo do texto), fortemente inspirada na Prática de Jesus, acaba desembocando em uma escolha profissional, uma opção de trabalho pela vida toda. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estatísticas pejoteiras

Uma coisa que eu aprendi no curso de jornalismo e que a PJ me ajudou a entender melhor foi a importância das estatísticas. Elas servem para dizer um monte de coisas, sejam verdades, meias verdades, ou mesmo mentiras. Isso se dá porque os números tendem a impressionar, ainda mais se estiverem acompanhados de gráficos bonitos e textos bem escritos. Mas é importante observar o que está nas entrelinhas e nas possíveis intenções de quem escreve e de quem publica.

Por que digo isso? Porque muitas vezes nem temos dimensão do que alguns valores querem dizer. Por exemplo, dizem que a minha diocese tem mais de três milhões de habitantes. O que significa três milhões de pessoas? Você consegue quantificar isso? Consegue enxergar um povaréu deste tamanho? É muita gente! Ainda mais numa diocese pequenina territorialmente como é São Miguel Paulista. E eu acho que vou demorar muitos e muitos anos pra ter convivido ou conhecido três milhões de pessoas, se é que isso seja possível.

Números soltos, portanto, impressionam. Mas estamos falando aqui de estatísticas. E elas podem ajudar bastante nosso trabalho pastoral. Basta entender as entrelinhas, como já disse. Veja só: Você sabe hoje quantos grupos de Pastoral da Juventude existem em sua diocese? E quantos jovens são ligados a estes grupos? Saberia dizer qual o impacto que os grupos de PJ tem sobre a realidade juvenil da sua região?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É a vista de um ponto


Eu me recordo bem de um dos encontros de formação que fizemos no Instituto Paulista de Juventude. Era um grupo de 50 jovens que batizamos de Ruah. Ao término daquele fim de semana, no momento de oração final, posicionamos 50 velas de tal maneira que elas formavam o nome do grupo. Contudo quando as pessoas entravam na sala, parecia apenas que eram velas posicionadas umas ao lado das outras, ao acaso. Contudo, ao se posicionarem num local estrategicamente pensado, era possível ter clareza da mensagem por trás daquela organização.

Assim foi no encontro, assim também é no restante de nossa vida. Nossa compreensão do mundo que nos cerca é estabelecida pelo nosso posicionamento e pelo olhar que temos a partir de onde estamos. É claro que há uma tendência da sociedade como um todo de padronização das práticas e costumes. Igrejas, escolas, a mídia e instituições em geral tentam normatizar o entendimento da realidade a partir daquilo que elas próprias concebem por padrão.