quinta-feira, 5 de março de 2026

Flores não bastam

 “Feliz Dia das Mulheres!”


Todo 8 de março costuma vir acompanhado de flores, homenagens e frases bonitas. Mas a origem deste dia está muito longe disso. Ele nasceu da dor, da luta e da resistência de mulheres que, ao longo da história, foram exploradas, silenciadas e violentadas.

Aí você, meu colega, minha amiga, lê essa ideia inicial e pensa: “Lá vem mais um textão militante que vai falar de machismo e empoderamento das mulheres…” Sabe que você tem razão? Eu queria escrever algo assim mesmo. Falar da origem, da importância e da atualidade desta data. Mas muita gente, com mais estudo e experiência do que eu, também fará isso. Por isso, gostaria de temperar esta reflexão com outros olhares.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Cinco maneiras de ajudar um grupo a crescer

Existem diversos materiais a respeito da vida em grupo, de modo especial da vida num grupo de jovens. Alguns se arriscam em fórmulas, modelos e estruturas prontas que servem para ser replicadas. Em alguns casos isso funciona. A prática, no entanto, indica que quanto mais fechado o modelo, quanto mais rígida a fórmula, quanto menos adaptativa  a estrutura, menor  chance de dar certo. 

Isto, de fato, é verdade quando consideramos que cada realidade possui variáveis que devem ser levadas em conta. Cada grupo, cada paróquia, cada comunidade tem uma história, um contexto e desafios próprios. Não há fórmula ou receita que dê conta disto.

Não vamos, porém, partir para o extremo oposto e achar que não há como aprendermos com a experiência do outro já que ele não "calçou a nossa bota" ou "pisou no nosso chão". Acreditar nisso é bobagem. Existe uma grande riqueza na aprendizagem com a observação. E a capacidade do ser humano de se adaptar é imensa.

Se você reparou no título do texto, deve estar se perguntando: Para que esta introdução tão longa? Porque estas dicas chegam com este pano de fundo. Não são receitas prontas, nem fórmulas mágicas. Precisam ser adaptadas de acordo com a história do grupo, sua realidade atual, suas dificuldades e suas perspectivas. E se você acompanha um grupo, coordena ou anima encontros, estas dicas são para você.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

José ou João. Diante dos jovens, quem somos?


Um conto que aconteceu numa terra distante, há muito, muito tempo… 

Dizem os mais velhos que, além das montanhas geladas e dos vales onde o vento cantava como um viajante cansado, existia uma grande cidade de pedra, com construções e ruas estreitas. O tempo do inverno se aproximava. Ah, o inverno. Ali, eles eram longos, e o frio parecia entrar até nos ossos. Era um tempo em que muitos jovens, vindos de aldeias pobres, buscavam trabalho para sobreviver.

Entre eles estava Bartolomeu, um rapaz de cerca de dezesseis anos, órfão, tímido, com as mãos calejadas e o olhar sempre meio assustado. No verão, trabalhava na terra. No inverno… apenas tentava não passar fome.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Avançar para Águas Mais Profundas

Ei, povo querido da caminhada, tudo em paz por aí?

Janeiro e julho costumam mexer forte com o coração da nossa juventude. É tempo de Missão Jovem, de “Semana Missionária”, de arrumar a mochila, calçar as sandálias e sair do conforto do “nosso cantinho” para o encontro com outras realidades. Missão é isso: sair, levar a Palavra e, ao mesmo tempo, deixar-se evangelizar pelo caminho.

E vale a pergunta sincera: fazer missão virou só mais um compromisso na agenda? Porque, no fundo, ela é o que dá fôlego ao grupo. Sem esse movimento de saída, a gente até se reúne, reza e planeja, mas corre o risco de ficar girando em torno de si mesmo. O grupo de jovens não é o ponto final, mas sim uma parada estratégica no caminho: é onde fazemos uma pausa para recarregar as energias antes de continuar nossa jornada.

Avançar para águas mais profundas é confiar que Deus já está nos esperando além do conhecido, nas periferias da vida, nas dores e esperanças do povo. E para ajudar nosso grupo a dar passos possíveis nessa direção, seguem cinco pistas para rezar, conversar e amadurecer juntos o espírito missionário.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Carta de Paulo à Comunidade que vive no Brasil

Se o Apóstolo São Paulo escrevesse hoje uma carta às comunidades cristãs que vivem no Brasil, como seria? Fiz um exercício de imaginação e espero ter sido fiel ao estilo paulino.

(...)


Paulo, servo de Cristo Jesus,

à comunidade de Deus que vive no Brasil,

chamada à santidade e ao testemunho em Cristo,

graça e paz a vós da parte de Deus, nosso Pai,

e do Senhor Jesus Cristo.

Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, recordando a fé que se torna visível em vossas obras no Senhor e o amor que vos une. Chegaram até mim notícias de vossa generosidade, de vosso desejo sincero de buscar a Deus e de viver o Evangelho nas alegrias e sofrimentos do vosso povo. Por isso me alegro e bendigo o Senhor, que não cessa de agir no meio de vós por meio de Cristo Jesus.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Ninguém caminha sozinho


Às vezes a gente entende a importância do grupo quando alguém falta. A cadeira vazia chama mais atenção do que a sala cheia. O encontro termina, o café esfria, e fica a pergunta no ar: “Vocês viram o fulano? Faz tempo que não aparece...”. Nem sempre alguém foi atrás. Nem sempre alguém perguntou. E é justamente aí que o grupo revela o que ele é, ou o que ainda precisa aprender a ser. Porque, na fé, no grupo, ausência nunca é detalhe; é gente.

Não por acaso, a fé cristã nunca foi pensada para solitários. Jesus não chamou indivíduos desconectados, chamou pessoas para formar um corpo. Chamou pelo nome, reuniu em torno de si, caminhou junto e enviou. O discipulado nasce do encontro e se sustenta na comunhão. Por isso, na vida da Igreja, o grupo não é acessório nem estratégia organizacional. Ele é chão e mesa: chão de comunidade, onde a fé ganha rosto, e mesa onde a caridade aprende a ter nome.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Quando o Perdão Não Apaga a Memória

A comunidade de São Miguel sempre foi conhecida por seu sino azul, que ecoava pelas manhãs como um convite à vida. Antes mesmo do sol romper por completo o horizonte, Dona Estela já caminhava em direção à capela, abrindo as portas de madeira que rangiam como quem desperta devagar de um sono profundo. Era uma comunidade pequena, simples, marcada por laços fortes e, como toda pastoral viva, também por tensões que surgem quando o zelo ultrapassa a sensibilidade.

Numa dessas manhãs de quinta-feira, enquanto o cheiro do café recém-passado se misturava ao perfume do incenso da missa diária, Estela percebeu que Clara não estava no seu banco habitual. Clara era jovem, dedicada, sempre sorridente... Pelo menos até a semana anterior, quando uma discussão pública com Beatriz, coordenadora da Pastoral do Canto, abalou o clima da comunidade.

Tudo começou com a preparação da Missa da Padroeira. Beatriz, perfeccionista, exigia que cada ensaio fosse impecável. Clara, recém-chegada ao grupo, desafinou num trecho delicado do salmo. A correção de Beatriz, dura e feita diante de todos, feriu mais do que a voz de Clara. Palavras ríspidas foram trocadas, e o silêncio que se seguiu pesava mais que o som do sino azul.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Vocação e Acompanhamento

Uma das leituras bíblicas que eu mais gosto é a famosa passagem dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35). Isto é verdade porque, inclusive, já tratei de um tema com este texto como pano de fundo para a reflexão. Se quiser, você pode vê-lo aqui.

Se você é catequista, coordena, acompanha ou assessora grupos, é uma pessoa com boa influência sobre outrem ou é alguém que, assim como eu, acompanha o projeto de vida de outras pessoas, este texto é para você.

sábado, 24 de julho de 2021

Conversa no Zap

“Bença, tio.”

“Oi Ju. Você tá bem? Deus te abençoe.”

“Tio, você tá com tempo?”

“Pra você, querida? Todo tempo do mundo! Diz aí!”

“Queria um conselho”

“Eu sou ótimo para essas coisas. Adoro!”

“Sério, tio!”

“Conhece um cara mais sério que eu? Tá de brincadeira?”

“Blz. Mas, ó, sem me zuar, certo?”

“Tá certinho, fia. Manda ver, que já tô curioso”

“Então... Sabe o Alberto?”

sexta-feira, 12 de março de 2021

A Beleza da Estrutura

 Diz um antigo conto que uma mulher sábia veio de longe pela estrada e notou que haviam três homens numa construção, todos executando exatamente a mesma tarefa. Chegando mais próxima, ela reparou que as expressões em seus rostos eram distintas e isso lhe chamou muito a atenção. Então ela se aproximou de cada um deles oferecendo água e perguntando o que estavam fazendo ali.

Rispidamente o primeiro disse: “Estou assentando estes malditos tijolos, não está vendo? Que pergunta mais estúpida”. E não aceitou a água oferecida pela mulher. Notadamente ele não estava bem, pensou ela, ou então não gostava daquilo que estava fazendo. As circunstâncias o tornaram amargo.

O segundo homem parou o que estava fazendo, apoiou-se mais firmemente sobre uma das pernas, enxugou o suor do rosto com um velho pano e agradeceu a água. “Estou construindo uma parede, mas não estou nem na metade. Repare o tanto que já fiz e o tanto que ainda falta. É uma senhora parede. Há muito ainda por fazer, com licença, mas ganho por produção e o patrão é severo”, Seu olhar estava distante, era um homem cansado e sobrecarregado.

sábado, 17 de outubro de 2020

Como você vê a juventude?

Não sei se você já parou para pensar como o jeito com o qual você trabalha com a juventude está profundamente ligado com o entendimento que tem do que é ser jovem. A gente não precisa ser estudioso da sociologia (embora isso ajude bastante) para entender que diferentes visões implicam em diferentes ações e posturas.

Claro que eu não quero ser simplista e achar que somente este aspecto (o que você entende por ser jovem) seria a única ligação que indica a maneira como você trabalha com ou para eles. Esse olhar para a juventude é um dos fatores que moldam o estilo do seu trabalho. Há outros fatores. Os grupos com os quais convive tem um peso, assim como o contexto da sua realidade contribui e muito também, por exemplo. Mas hoje eu quero dar um enfoque especial a este olhar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Ele vem pra me dar a mão

O ano era 2017, finzinho do mês de maio. Entre uma e outra mensagem que acabo recebendo ou sendo marcado no Facebook, uma chamou minha atenção. Dias antes, eu havia brincado com a Bianca e disse para ela que queria um desenho exclusivo, feito por ela, para mim. E ela fez. É a imagem que ilustra este texto. E é também o pontapé inicial para a nossa conversa.

Na mensagem que ela me encaminhou pelo Facebook, junto a imagem, ela postou também o começo da música “Bola de Meia, Bola de gude” de Mílton Nascimento e Fernando Brant, que dizia: “Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto balança, Ele vem pra me dar a mão.” Fiquei bem impactado com a mensagem, que para mim dizia bem mais do que texto e imagem transmitiam naquele primeiro instante. E isso me fez pensar muito nos dias seguintes.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Algumas questões sobre identidade

Lá estava eu novamente. Era um encontro da PJ. E não era um encontro corriqueiro. Era um grande encontro. Muita gente que lá estava, eu não conhecia. Lembro de quando estávamos todos do lado de fora, conversando, num momento de intervalo, aquela hora em que tem o cafezinho e a gente também usa como um bom momento de interação. Eu observava tudo atentamente. No momento seguinte, já dentro do salão, estávamos quase todos nós sentados nas cadeiras num formato semelhante a dois semicírculos, um mais próximo de quem falava e outro imediatamente atrás. Eu estava no fundo.

Quem falava lá na frente era a Dai Zito. Muita gente na PJ conhece a Dai. Muita gente fora, também. Isto é um fato que não causa surpresa a ninguém. Ela fala e fala bem. No entanto, no meio da sua fala eu tomei um susto ao ser citado em um exemplo que ela deu. O que me surpreendeu não foi ser citado pela Dai, o que a princípio foi bem bacana, mas o teor da fala. Era um tanto legalista. 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Sobre o Terço na minha história


O ano era 1983. A crise no setor da construção civil cresceu e colegas que trabalhavam com meu pai eram demitidos. Não demorou muito e no começo do ano seguinte foi a vez do meu velho. Foram meses difíceis para meus pais. Em dezembro daquele ano, eles resolveram alugar a casa em São Paulo e nos mudarmos para o interior, onde tínhamos um sítio.

Quem lê isso agora, pode pensar que era um sítio charmoso, daqueles de veraneio. Não era não. Era natureza pura. Mata virgem na maior parte. Uma e outra bananeira. Era no Vale do Ribeira em São Paulo, região com estas características. E a gente foi ser isso. Plantador de bananas.

O sítio não tinha energia elétrica. Eu tinha 11, 12 anos. Estudava na vilazinha ao lado da rodovia e aos finais de semana e feriados subia os seis quilômetros de serra a pé para ir ajudar nas plantações. E no sítio, toda noite a rotina era a mesma. Depois do banho, a janta. Depois da janta, o terço. Depois do terço, o radinho de pilha sintonizando alguma estação AM que tocasse música caipira. Tudo sob a luz de um lampião de gás. E antes das 21h00 estávamos todos deitados.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Não é coincidência

Ele vinha caminhando pela avenida. Na sua cabeça vinham todas as obrigações que precisava fazer do outro lado da cidade. Máscara no rosto, álcool gel no bolso. Há dias não saia de casa para nada. Pelo menos ele poderia sentir a brisa matinal quando passasse pela ponte sobre o rio.

Quase ninguém na rua. Sua surpresa, no entanto, foi perceber que naquele vazio de pessoas havia uma figura solitária na calçada, parada em pé ao lado da mureta lateral da ponte bem no meio do caminho. Ela estava concentrada, olhos fixos no horizonte. Ele pode perceber isso, pois, a cada passo que dava, aquela pessoa se mantinha imobilizada.

A distância e a idade não permitiram que ele reconhecesse logo a pessoa. Mas a medida que se aproximava, não lhe restaram dúvidas. Era a “menina” Érica, dos seus tempos em que ele era assessor e ela do grupo de jovens. Vez ou outra eles se falavam por mensagens no celular. A graça de tudo é que ainda se referiam um ao outro como “menino” e “menina”, embora ela estivesse na casa dos 30 e ele na dos 40.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Carlão

Todo mundo tem (ou deveria ter) alguém que inspira admiração, motiva a sonhar grande, está junto para trocar uma ideia ou para botar o dedo na sua cara e dizer que o que você está fazendo não vai dar certo. E, mais do que isso, gargalha de alegria sincera quando uma vitória é alcançada.

Há pessoas assim na família, nos amigos chegados, nos companheiros de escola ou na turma da pastoral. Dessas pessoas que me inspiram eu gostaria de dar um destaque para o Carlão. Eu não posso mais chamá-lo para comermos e bebermos juntos. No último dia 8 de janeiro ele partiu em sua jornada definitiva. Foi-se e eu nem pude dar um tchau. Mas ele sempre foi assim, movido a rompantes de novidades. Por que desta vez seria diferente?

quinta-feira, 8 de março de 2018

Sei que sou machista

Sou machista. Digo isso sem nem um pingo de orgulho e sem a expectativa de aplausos ou vaias. É a constatação de um fato. Sou e sei que não deveria sê-lo. Sou, mesmo sabendo que este machismo que habita em mim hoje é menor do que já foi um dia e carrego a esperança de que ele seja hoje maior do que nos dias que se aproximam.

Nasci e cresci do mesmo jeito que muitos de nós: sabendo que as havia coisas de homem e coisas de mulher. Uma dessas coisas de mulher era cuidar dos filhos, servir à família, zelar pelo lar e obedecer ao chefe da casa. Tristes eram aquelas que não geraram filhos.

Eu sou homem e crescer neste ambiente me pareceu ser bom. Isto implicava que eu deveria cumprir meu roteiro. Ser forte, ter iniciativa, prover o lar, não demonstrar sentimento ou fragilidade, não falhar, vencer sempre.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

De onde veio a Juventude?

Gosto muito de etimologia. Saber de onde as palavras vieram, como se estruturaram, qual era o seu sentido original e como ele foi mudando através do tempo. Entender isto pode ajudar a modificar alguns conceitos e preconceitos.
Por esta razão fui atrás da palavra Juventude. Para nós da PJ é algo que vai além da mera curiosidade. Quando falamos do próprio nome, saber o seu significado e os sentidos que lhe foram atribuídos é falar de nós mesmos, da nossa origem e de quem somos e de quem podemos ser.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Por uma PJ mais utópica

Há palavras e termos que utilizamos constantemente no meio pastoral. Civilização do amor, espiritualidade libertadora, projeto de vida, planejamento, processo, solidariedade, utopia entre tantas outras. O uso constante de um termo ou expressão, com o tempo, permite que aumente o risco de virar um chavão sem o peso do sentido original que lhe foi dado.

Veja “Utopia”. Por que usamos esta palavra? Por que ela nos é cara e importante? Entre tantas utopias e distopias, para onde escolhemos caminhar? E você? Tem ideia do que afirma quando fala em utopia ou  horizonte utópico?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Será que eu sou pejoteiro?

O que te faz pejoteiro? Que marca é essa que você identificou em sua jornada e que lhe fez abraçar com alegria ser aquilo que você é? Eu estava falando outro dia com uma pejoteira sobre as opções que fazemos em nossa vida, sobre aquilo que nos identifica e das quais não abrimos mão.

Também conversei na semana passada com uma outra pessoa sobre as mudanças que fazemos, as concessões que abrimos, para ser deste ou daquele grupo, para podermos ser aceitos ou para que esta ou aquela ideia seja aprovada. Até onde vai nossa negociação, sem que a gente corra o risco de se corromper, de vestir máscaras ou de perder a própria identidade?

Tenho comigo algumas impressões sobre o que nos faz sermos pejoteiros. Fatores e opções que nos marcam, sejamos nós do grupo de base, da coordenação, da assessoria ou de quaisquer outras estruturas e serviços. Partilho com você que lê este texto apenas 12 destas características identitárias. E coloco em link no título alguns dos textos que já escrevi aqui que podem ajudar a aprofundar a ideia.