domingo, 20 de novembro de 2011

E o pejoteiro saiu a pejotar

E o pejoteiro lembrou aquilo que disse Jorge Boran sobre as “etapas percorridas”. Ele olhou para a sua própria história pastoral e se admirou ao perceber que tudo então fazia sentido, desde a convocação ao grupo de jovens, a nucleação, as reuniões todos os domingos, os retiros, as discussões, as festas, as formações, os encontrões e os encontrinhos... Tudo estava claro agora.

E ele lembrou também sobre o que a Carmem Lucia dizia a respeito da importância da vivência no grupo e na comunidade. E ele pode entender que tudo o que partilhou em sua capela, com aquela gente simples que celebrava e refletia sobre a vida e a missão de Jesus também fazia todo o sentido agora.

Foi na restauração destas lembranças que ele fez memória da frase do Hilário Dick que dizia que a história de um povo é a sua coluna vertebral. Foi olhando para sua própria "coluna" que o pejoteiro percebeu que havia muito ainda para poder caminhar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sobre converter-se e crer na Boa Notícia

Neste terceiro e último artigo sobre o versículo 15 do primeiro capítulo de Marcos, o trabalho é conversarmos sobre a segunda frase: “Convertam-se e acreditem na Boa Notícia”. Para aqueles que não acompanharam os dois artigos anteriores, trata-se de uma reflexão preparada para um retiro de crismandos às vésperas de receber o sacramento. A primeira parte você pode acessar aqui e a segunda, aqui.

São dois verbos em destaque no título deste artigo: converter-se e crer. São duas palavras chaves para falarmos de comprometimento cristão, espiritualidade pejoteira e seguimento de Jesus. Vamos falar do primeiro verbo: converter-se.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Reino de Deus está próximo

No último artigo eu havia comentado sobre o “tempo que já se cumpriu” e apresentei algumas reflexões a respeito do significado desta expressão. Ela está contida versículo 15 do primeiro capítulo do Evangelho de Marcos. A primeira parte deste versículo diz: “O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo”. O versículo inteiro era a temática de uma fala que eu faria para um grupo de crismandos que vão receber o sacramento pelos próximos dias.

As reflexões de hoje vão com a continuidade da frase acima: “O Reino de Deus está próximo”. Em torno desta expressão, muitas outras bem bonitas também surgiram e outras se agregaram: Civilização do Amor, Terra sem males, por exemplo.

Na cabeça de um jovem de pastoral da juventude está a ideia clara de que é necessário e urgente espalhar e viver esta proposta de que o Reino de Deus está próximo. A questão toda, porém, é como vamos colocar em prática esta ideia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O tempo já se cumpriu

Comigo isso já aconteceu algumas vezes. Fui convidado para falar com um grupo, acertamos as datas, fechamos o tema e eu fui pensar na metodologia a ser adotada no dia. Algumas semanas depois sou avisado de que, por algum problema, na data já estabelecida não poderia ser realizado o tal encontro. Quando vamos verificar na agenda, a nova data não seria possível para mim.

Pois é. Isso aconteceu há poucas semanas novamente. O grupo para quem eu iria falar era uma turma bacana de crismandos que estão a poucos dias de receber o sacramento da confirmação. E haviam me pedido para falar do compromisso do jovem crismado.

Eu já fui catequista de crisma por alguns anos. É uma experiência formativa muito boa. E conheço um pouco deste universo, embora cada grupo seja diferente e cada geração nova apresente um novo desafio. Eu tinha claro para mim que a mensagem tinha que ser clara e direta, fácil de entender, mas desafiadora.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Olhar, sentir-se e ouvir


Um dia eu tive a intenção de ter um segundo blog. Diferente deste, era um blog prático, algo como um repositório, um baú, de onde as pessoas poderiam tirar novas ideias e velhas lembranças. Porém, seria igual a este blog também. Igual no sentido de que serviria para a pastoral da juventude animar seus encontros.

Um dia esta intenção se tornou vontade. E esta vontade se transformou em páginas de blog. E eu criei o “Dinâmicas para grupos de Pastoral da Juventude”. Em dois, três dias eu havia colocado algumas dinâmicas lá. Mas não divulguei publicamente.

O motivo foi simples. Ele não era um baú cheio. E ainda não é. São 31 dinâmicas presentes lá. Pouca coisa mesmo. Então resolvi fazer algo diferente da proposta original. Hoje os dois blogs irão “conversar”.

domingo, 16 de outubro de 2011

Qualquer método serve para a PJ?

Trabalhamos com jovens e fazemos parte de uma organização chamada Pastoral da Juventude. Nossas práticas pastorais têm como marca principal sermos sinais presentes do Reino de Deus na vida dos jovens e nas relações criadas com eles e por eles. E se é para sermos sinais que sejamos claros naquilo que transmitimos.

É certo, porém, que nem sempre conseguimos ser perfeitos. Algumas atitudes que tomamos são anti-evangélicas e contrárias ao protagonismo juvenil. Mas uma grande graça divina é que contamos com a correção fraterna de companheiros e companheiras que nos ajudam a melhorar.

Mas se o erro for discreto ou envolvido numa "capa" bem pejoteira? Será que ele passaria sem ser percebido? Será que atrapalharia os trabalhos pastorais? Será que, mesmo com ele, conseguiríamos atingir um objetivo cristão real e autêntico?

Aos meios e maneiras que usamos para chegar a um determinado fim, damos o nome de métodos. Na Pastoral da Juventude, um método com elementos anti-evangélicos pode nos ajudar a chegar a um resultado evangélico? Vejamos alguns exemplos (Todos reais, mas adaptados a partir de diferentes histórias).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tem sentido ser PJ hoje em dia?

Vez ou outra surgem alguns profetas do fim dos tempos anunciando a morte da PJ. Uma vantagem de se ter a idade que eu tenho e de ter passado tanto tempo na vida pastoral é saber que estes profetas são frequentes ao longo da história. E que nem sempre suas profecias são cem por cento erradas e nem cem por cento certas.

É certo que estes tais profetas falam a partir da visão de mundo que eles tem. E a partir dos interesses que os motivam a falar. Há também aqueles que fazem tais anúncios como forma de provocação. E a estes eu recomendo que se escute. Provocações são boas porque nos fazem reagir.

Há quem fale, por exemplo, da sua realidade local de Pastoral da Juventude. Dos grupos que estão desarticulados, dos jovens desmotivados e das assessorias perdidas. É fácil ser profeta do fim do mundo num contexto assim. É a tal da crônica da morte anunciada.