Existem algumas coisas que me deixam bem chateado na pastoral. Uma delas é ver um grupo que se deixa conduzir por uma coordenação ditatorial. Há muitos motivos para que a coordenação aja desta maneira: busca de status, influência, poder, sentir-se “querido” ou “necessário”. E há motivos para que o grupo aceite este tipo de coordenação: apoio, fortaleza, simples submissão, tentativa de aproximação para pegar as “migalhas do poder”.
Alguns destes “ditadores” não enxergam o mal que fazem. Não é nada pastoral impedir que o jovem possa decidir junto. Não é nada pastoral ficar só apontando os caminhos sem refletir juntos. Não desperta liderança. Desperta um bando de bajuladores e jovens apáticos.
Mas o que é ruim, pode piorar. Estas coordenações se julgam salvadoras da pátria e pretendem ficar no topo por muito e muito tempo. Mas há algo que elas não controlam: a idade. Não se é jovem para sempre. Mas mesmo ignorando a regra temporal, estas coordenações insistem em ficar. Adultos coordenando jovens. Isto é PJ? Cadê o protagonismo?
E você acha que chegamos no fundo do poço? Então lá vem o tiro de misericórdia: para justificar a permanência na condução do grupo, alguns destes coordenadores mudam de título. Viram assessores!