domingo, 26 de dezembro de 2010

Sete lembranças da vida pejoteira

O artigo de hoje quer tratar de sete lembranças para a espiritualidade de um jovem pejoteiro. É baseada numa tradição antiga da Igreja chamada de celebração das sete palavras de Jesus na cruz. O que estas palavras inspiram na vida pejoteira e na missão de tantos jovens envolvidos na causa de Jesus e do Reino de Deus? Eu acredito que muito. Então, vamos a elas.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sete cores da Wiphala

Uma outra lembrança bem famosa do número sete nos faz lembrar a representação da aliança entre Deus e Noé, prometendo que não haveria mais outro dilúvio, o arco pintado no céu. (Gn 9,12-15). Geralmente dizemos que o arco-íris tem sete cores. É o mais comumente aceito. Estas cores são o Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta. Nesta ordem.

O arco-íris tem sido usado por diversos grupos e movimentos. Geralmente, atribuem às cores alguns significados para enriquecer o uso do símbolo. Isto é perfeitamente aceitável desde que estes significados sejam também conhecidos de todos. Mas o artigo de hoje quer tratar da Wiphala.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sete virtudes para vivência nos grupos

    Comentei num outro artigo sobre a relação dos sete pecados capitais e a assessoria. Hoje para fazer um contraponto, comento sobre as sete virtudes divinas para serem vividas nos grupos de jovens. Será simples viver a caridade, castidade, diligência, generosidade, humildade, paciência e temperança num grupo e como grupo de jovens?


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sete pecados capitais da assessoria

O assunto de hoje é ligado aos pecados da assessoria. Para tratarmos disto, vamos pensar um pouco nas palavras. Entender a origem delas ajuda inclusive a melhorar a percepção que temos do seu uso no cotidiano. Pela nossa formação cristã, entendemos pecado como tudo aquilo que nos afasta de Deus. Mas na origem da palavra “pecar” encontramos tropeçar, mancar. Então pecado é o tropeço, as mancadas que damos no caminho para o advento do Reino de Deus.

A tradição cristã aponta sete pecados capitais, ou principais, que materializam as formas de tropeço que podemos encontrar nesta caminhada. A idéia de hoje é apresentar como a ira, a inveja, a luxúria, a avareza, a gula, a preguiça e o orgulho aparecem dentro do ministério da assessoria, não no sentido de ficarmos apontando as mancadas desta ou daquela pessoa, mas para tentarmos crescer, aprendendo como os erros.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sete cuidados com as lideranças

Sim, este texto que você lê agora é direcionado. Quando eu o escrevi estava pensando em algumas pessoas específicas. Eram jovens lideranças que passaram e ainda passam pela minha vida pastoral e eu percebo que precisam cultivar alguns cuidados. Não que eu seja o dono da verdade ou o cara perfeito e que fica dizendo a todo tempo: “Sim, isto é certo! Não, não faça aquilo!”. Mas existem algumas percepções que o tempo dá e que gostaria de compartilha-las.

Você pode chamar estes itens que vou tratar de dicas. Eu prefiro o termo cuidado. E agrupei num total de sete cuidados. Gosto do significado que damos a alguns números e o “sete” é especial para mim. Não só para mim, como para toda a civilização em que vivemos. Basta ver como ele está esparramado por aí... Sete maravilhas do mundo, sete dias da semana, pintou o sete, sete cores do arco-íris, sete notas musicais e por aí vai... Então segue mais uma série para este número: os sete cuidados com a liderança jovem.

sábado, 27 de novembro de 2010

Alguns pensamentos sobre o Advento

Com alguns amigos bem sabidos eu acabei aprendendo que existe uma parte bem gostosa de qualquer festa que não dá tanta repercussão. É a parte que antecede a festa. É justamente antes da festa que criamos aquela expectativa, pensamos nos detalhes, nas programações. Sonhamos e vivemos o grande momento, mesmo sem que ele tenha acontecido de fato.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que é ser líder?

Algumas pessoas me pediram para escrever um pouco mais sobre liderança juvenil. Então resolvi começar falando do básico. Quem é o líder? Quem é a líder? Você pode achar estas perguntas um tanto desnecessárias. Eu preciso que comecemos nossa conversa partindo de princípios comuns. Isso nos ajuda a termos mais clareza naquilo que conversamos, sem os possíveis preconceitos que este assunto pode trazer.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Música pastoral

Durante a escrita da série com as quarenta perguntas sobre grupos de jovens  fui recebendo diversas sugestões de questões. O presente artigo é sobre uma delas. O uso das canções pastorais nos encontro. Ampliei um pouco o horizonte da pergunta. Espero que gostem.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Quaresma grupal

Encerrada a série com as quarenta perguntas sobre os grupos de jovens, trago aqui um resumo que pode facilitar a localização das questões dentro do blog. Além de facilitar a busca, este artigo ajudará a quem estiver nos acompanhando a ter uma visão mais geral desta série.

Não quis chamar este artigo de resumo ou índice por conta do simbolismo em torno do número 40. “Quaresma grupal” soou como um nome melhor para mim justamente pelo aspecto de reflexão que as questões podem nos trazer. São quarenta perguntas que podem ajudar na conversão de alguns grupos, lideranças, coordenações ou assessorias. São quarenta indagações que podem contribuir na preparação de uma nova páscoa grupal.

Vamos a elas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Militância pejoteira

Chegamos enfim à última questão. E, para não fugir da regra das últimas perguntas, tal questão tem uma perspectiva de grandes dimensões, com um olhar para além do nosso cotidiano. É mais que um lembrete, um alerta e uma frase que precisa ficar martelando em nossa mente para não esquecermos jamais de que nossa ação pastoral tem um peso e uma importância bem grandes, por isso não deve ser feita de qualquer maneira.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

É preciso saber

Eu me deparei outro dia com um artigo de um blog dizendo que em uma determinada diocese foi realizado o DNJ, evento, que segundo o blog, há 12 anos não era realizado. Retomar uma atividade tão importante como o Dia Nacional da Juventude é algo muito bacana e estaria tudo bem se não fosse um detalhe: tal evento havia deixado de ser feito não há doze, mas há seis anos, quando a PJ deixou de existir naquela diocese.

Como eu tenho algum tempinho de caminhada pastoral, já ouvi dezenas de relatos parecidos com este: que na paróquia X começou um grupo de jovens que quer dar um novo ar às atividades. E se inicia um trabalho, normalmente sem procurar saber o que já houve no passado em relação ao trabalho juvenil.

Isto acontece com grupos, coordenações e com muita gente na Pastoral da Juventude. E eu digo que só há uma solução para que não se cometam injustiças com quem já fez algo no passado ou se evitem erros bobos no futuro. Conhecer a história da PJ e da juventude da sua região.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vida e morte do grupo


Igreja não é destino, já dizia um pároco que me acompanhou há algum tempo. Mal comparando é como se fosse um posto de gasolina. Ninguém vai para o posto para permanecer o tempo todo lá, a não ser os funcionários. Posto de gasolina é lugar de passagem, as pessoas abastecem seus veículos e vão para seus destinos. O combustível é essencial para o desenrolar da viagem, sem ele, os veículos não andam. Assim também é a nossa comunidade de fé. Não vamos para lá para ficar entre as quatro paredes. A evangelização do mundo acontece fora delas. Mas é importante que se celebre a fé. Isso nos anima a continuar e não nos deixa abater diante dos problemas que todos os dias aparecem”.

Este parágrafo é de um artigo deste blog que tratava da Igreja como fonte da espiritualidade pejoteira. As duas questões que trataremos hoje dizem respeito direta e indiretamente ao assunto deste exemplo: qual o espaço de sermos cristãos católicos e até quando o grupo deve existir?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ser um bom assessor

Eu já recebi uma enormidade de mensagens eletrônicas chamando assessor de “acessor” ou de “ascessor”. Há quem diga que se eu entendi o que a pessoa quis dizer com aquela nova palavra, tanto faz a forma como foi escrita. Não vou entrar numa discussão de “norma culta” contra “variantes linguísticas”, mas como eu sou assessor, gosto de valorizar o “nome” que tenho.

Acessor me lembra acessório, algo que é como um apêndice, um acréscimo, não essencial. E eu acho que assessor tem um papel fundamental para qualquer grupo ligado à PJ, como veremos neste artigo. E ascessor me lembra ascensor que é um dos sinônimos de elevador. Não tem nada a ver com o artigo, mas eu quis comentar aqui! Afinal, assessoria se escreve com quatro “esses”.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sentar juntos - Assessoria

Quando falamos nos diversos aspectos da Pastoral da Juventude, um dos que mais me fascinam e me agradam conversar é sobre assessoria. Venho aprendendo muito sobre o assunto, partilhando aspectos deste ministério com outros assessores mais experientes e colhendo relatos dos assessores mais novos. Os grupos de jovens e a PJ como um todo só tem a ganhar se investirem mais na formação e no acompanhamento destas pessoas. Há muito o que se escrever sobre a assessoria. Por ora, ficamos somente com as duas questões abaixo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Capacitação

“É dever também da própria liderança jovem poder trabalhar e melhorar a própria atividade apostólica e pastoral”. Foi esta uma das frases que utilizei no artigo sobre liderança. É claro que o ambiente ajuda, o coordenador é importante, um clima participativo na pastoral é fundamental, mas sem um empenho pessoal na própria formação e caminhada, nada disso adianta. É sobre este aspecto pessoal que quero tratar no texto de hoje.

domingo, 3 de outubro de 2010

Liderança

Em uma visita a qualquer livraria de médio ou grande porte, podemos encontrar diversos livros tratando do assunto “liderança”. De fato, existem muitas publicações que tratam sobre como despertar, entender e aprimorar as qualidades daqueles que são considerados líderes. A provocação que quero oferecer neste texto é sobre o cuidado com as lideranças jovens de nossos grupos. Há muitos assuntos dentro deste tema e que eu gostaria de escrever a respeito, mas por enquanto vamos ficar com estas duas questões abaixo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Protagonismo juvenil

Até o artigo passado, falamos bastante sobre o papel do grupo, sua organização, relações, metodologia e princípios. No texto de hoje e nos próximos dois também, a ideia é dar um olhar mais atento para a pessoa que está em nosso grupo, no sentido de que é importante que seus dons sejam valorizados e ela cresça como pessoa e interaja com o grupo e com a sociedade.

O presente texto é em boa parte inspirado num artigo de Regina Magalhães de Souza, chamado “Protagonismo juvenil: o discurso da juventude sem voz”, bem como nos textos clássicos do Pe. Jorge Boran. Percebo uma necessidade de se discutir mais sobre o que significa protagonismo juvenil, porque muito se fala e se escreve sobre esta expressão. E há um bocado de gente utilizando-se dela num sentido contrário ao que a Pastoral da Juventude vem utilizando desde a década de 1980.

domingo, 26 de setembro de 2010

A PJ e a Ampliada Nacional

Nas últimas semanas vínhamos falando sobre questões que envolvem os grupos de jovens e como a Pastoral da Juventude vê e trabalha estas questões. Hoje eu quero abrir uma brecha neste nosso tópico para falar um pouco sobre encontro histórico que vai acontecer no ano que vem e que vai dar novos rumos na caminhada da PJ. Se você é participante de grupo de jovens, membro de uma equipe diocesana da PJ, assessor, militante pastoral ou padre, pode contribuir para que este processo tenha o rosto da sua realidade e um pouco da sua experiência. Não vamos perder o trem da história. O momento é agora!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ética na Pastoral

Parcerias. Para alguns é a salvação da lavoura. Para outros é uma canoa furada. No último artigo, defendi que elas são importantes. Mas será que podemos ir mergulhando de cabeça em toda parceria que nos pareça vantajosa? Claro que todos cometemos erros e deveríamos aprender com eles. Mas isto nos permitiria errar? Como o grupo deve ultrapassar a linha que divide o isolamento da abertura plena? Buscar parceiros, dentro ou fora da Igreja, repito, é importante, mas...

28.    Toda parceria é válida?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É possível ser feliz sozinho? – parte 3


Este é o terceiro artigo em que trabalho a idéia de que um grupo não deve querer ficar isolado. A frase título destes três últimos textos (“É possível ser feliz sozinho?”) é propositalmente provocativa. E volto a repetir o que disse no primeiro dos três artigos: há momentos em que a solidão é necessária, mas isto não pode ser a regra. Somos seres sociais e interdependentes, por isto criamos grupos. Há grupos que tendem a um isolamento e que acham que por si só se bastam. Eu creio que não seja possível também esta proposta. Há quem ache, então, que a solução é fazer parte de algo maior: no caso dos grupos de jovens, fazer parte da Pastoral da Juventude. Será que isto basta? Vamos, neste artigo, tentar ampliar os horizontes. Boa leitura.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

É possível ser feliz sozinho? – parte 2

Grupos isolados tendem a achar que são autossuficientes. Dependendo da realidade e do tempo de caminhada, esta experiência pode durar até mais que outras, mas tende a morrer mais cedo ou mais tarde. Parte das justificativas para esta afirmação estão dispostas no artigo “É possível ser feliz sozinho – parte 1”. O artigo de hoje vem apresentar uma alternativa aos grupos de jovens que querem buscar uma forma de manterem a identidade da própria caminhada, contando com o auxílio de uma estrutura que deve ser leve e dinâmica para cumprir sua finalidade.

sábado, 28 de agosto de 2010

É possível ser feliz sozinho? – parte 1

Existem músicas que ficam em nossa memória afetiva e que por vezes voltam e ficam “martelando” em nossa cabeça. Para mim, há uma delas que sempre me traz boas recordações. Ela se chama Wave e é de Tom Jobim. Começa mais ou menos assim: “Vou te contar / os olhos já não podem ver / coisas que só o coração pode entender. / Fundamental é mesmo o amor. / É impossível ser feliz sozinho”.

É na lembrança desta música que eu gostaria de falar das nossas realidades de grupos de jovens. É característica da maioria dos jovens estar em grupos. Mas quando estão em grupos, é também característica a interação entre grupos diferentes? É possível ser feliz num grupo fechado? É necessário que os grupos diferentes se inter-relacionem?

sábado, 14 de agosto de 2010

Vida em comunidade - parte 2

Você conhece aquela pessoa que reclamava tanto da própria comunidade (ou grupo, ou emprego, ou relacionamento) e achava que para resolver este problema deveria se afastar? Sim, conhece. E digo que muitas destas pessoas de fato se afastam. Mas isto não resolve seu problema, pois ela sente que ainda resta um vazio. Então procura preencher este vazio entrando numa nova comunidade (ou grupo, ou emprego ou relacionamento). No começo tudo é lindo, até que um dia começa a perceber que existem pequenos detalhes neste novo ambiente que a incomodam muito. Então os detalhes começam a ficar cada vez maiores e cada vez mais insuportáveis. E a pessoa passa a reclamar deste novo ambiente...

Onde está o problema? É fácil culpar a pessoa. Talvez o problema seja ela mesma. Talvez a maneira como ela cria expectativas sobre os ambientes e relações esteja errado. Talvez até as outras pessoas não saibam lidar com ela. O fato, na verdade, não é procurar culpados, porque este só foi um exemplo. O enrosco todo está no fato de que em qualquer sociedade há pontos de vista diferentes e isto leva a conflitos de interesses. O outro sempre é um desafio. É possível viver saudavelmente em grupos sem desanimar? Vamos a algumas idéias sobre isto nas duas perguntas a seguir. Boa leitura.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vida em comunidade – parte 1

No último artigo falamos da espiritualidade da Pastoral da Juventude e a importância da missas. O seu grupo não está isolado no mundo. Ele está próximo a outros grupos, inserido numa comunidade de fé, que está num determinado bairro, cujos moradores se relacionam com várias pessoas e diversos grupos, empresas ou entidades. A ideia a ser trabalhada neste artigo (e no próximo também) é a da relação entre seu grupo e a sua comunidade. Uma interação saudável contribui para o crescimento de ambos. Boa leitura.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Espiritualidade é o que dá a “liga” – parte 2

Pense num preconceito qualquer. Sabe como ele se difunde? Por repetição. E se uma pessoa com um pouco mais de influência sobre outras acaba propagando esta ideia, o preconceito se difunde mais. Quer um exemplo bem ligado ao tópico deste blog? “A PJ não tem espiritualidade”. Ô meu Deus, já perdi a conta de quantas vezes eu tive que contra-argumentar a respeito disto. E debati com gente que, inocentemente, repetia algo que havia ouvido, com gente esclarecida que simplesmente não havia ouvido um argumento contrário e com gente maldosa que espalhava o preconceito de propósito.

Gostariam de um exemplo da justificativa que alguns me davam para se manterem nesta opinião? “Quem é da PJ não gosta, não participa ou não vai nas missas”. O sujeito tira uma meia verdade particular e a transforma numa verdade universal. “Meia verdade, Rogério??? Particular? Como assim? Explique melhor”. Este é o assunto da 20ª pergunta, e com ela chegamos à metade da nossa série.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Espiritualidade é o que dá a “liga” – parte 1


É interessante a reação do mundo real frente a este blog. Fico muito feliz e entusiasmado para fazer mais e melhor. Colegas de pastoral, jovens, assessores, coordenadores de grupo me escrevem, ligam ou simplesmente falam quando me encontram me passando temas para escrever, pedindo para acrescentar esta ou aquela pergunta ou fazer uma ou outra abordagem.  E tenho visitado vários blogs e sites pejoteiros e de juventude por aí. Há muita coisa boa esparramada pela rede. Há muita gente pejotando por aí. E tudo isso mexe muito comigo.

Como eu escrevi em outros artigos, há um elemento por trás de tanto entusiasmo que sustenta a nossa prática pastoral e que nos ajudam a superar boa parte dos desafios: a nossa espiritualidade. É ela quem dá a “liga”, que une os outros elementos e não nos deixa desanimar. Por isso os primeiros artigos são sobre a espiritualidade pejoteira. E por isso também que as próximas duas perguntas tratam deste tema também. E com elas chegamos a metade das nossas perguntas. Neste artigo trataremos da primeira delas.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dando passos de qualidade

A avaliação é um dos processos mais ricos dentro da caminhada de um grupo de jovens. Se for bem feita, pode ajudar com que o grupo melhore significativamente a sua ação pastoral e o seu próprio envolvimento enquanto grupo. Este artigo visa apontar três preocupações: quando fazer a avaliação, como trabalhar os momentos de tensão e conflito durante as avaliações e apresentar algumas dicas. Vamos às questões.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 4

Pois é, chegamos ao quarto e último artigo sobre os preparativos para as reuniões. Há dois assuntos que frequentemente sou questionado quando o assunto é planejamento de reuniões: como trabalhar assuntos difíceis e como atingir o sentimento dos jovens ser abusar do aspecto emotivo. Gostaria que percebessem a importância destes dois questionamentos. Quem consegue superá-los, pode dar um passo de qualidade na vida do grupo. Continuem a leitura e vejam o porquê.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 3

Continuo, neste artigo, a comentar sobre os elementos que devem estar presentes quando estamos preparando a reunião do grupo. São três perguntas e com respostas bem diretas. Temáticas, dinâmicas e assessoria perita: como e quando usá-las.

sábado, 3 de julho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 2

Há um elemento que considero fundamental quando pensamos a respeito do planejamento das reuniões: o método. Este é o assunto que quero abordar neste artigo. Claro que há muito o que se falar a respeito dele, tanto que muitos livros já foram publicados sobre este assunto. A ideia aqui, como em todas as quarenta perguntas, é apenas introduzir o tema, levantando algumas questões para ajudá-lo e ajudá-la diante da suas realidades. E volto a dizer, tudo o que digo aqui pode e deve ser adaptado de acordo com a sua prática pastoral. Hoje temos somente uma pergunta. Vamos a ela.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pensando as reuniões – Parte 1

Há muitos grupos de jovens em nossas comunidades. Uma carência que percebo em muitos daqueles que conheço é o amadorismo de algumas lideranças e a falta de um planejamento. Quando falo amadorismo, eu me refiro a uma falta de preparação para coordenar um grupo. Normalmente são jovens excelentes e com muita boa vontade, mas sem uma visão de que o seu trabalho de evangelização está ligado a algo maior e que deve ser feito com uma melhor qualidade também. Uma das maneiras de melhorar esta qualidade no serviço da coordenação de um grupo é a elaboração de um planejamento bem feito. É sobre este assunto que iremos conversar neste e nos próximos três artigos.

sábado, 19 de junho de 2010

Grupos de jovens - parte 3

Nos conceitos básicos para os grupos de jovens, este é o terceiro e último artigo. A partir do próximo, a ideia é trabalhar a respeito de planejamento de reuniões. Quanto a este, temos aqui três perguntas bem relevantes. Sabendo trabalhar os aspectos aqui apresentados e adaptando-os à realidade em que você vive, acredito que terá bons frutos. Vamos a eles.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Grupos de jovens - parte 2

Dando continuidade ao artigo anterior, a ideia é aprofundar mais duas questões bem comuns no dia a dia e nas problemáticas dos grupos de jovens: identidade e união. São questões pertinentes em várias etapas da vida de um grupo de jovens, mas em especial quando ele está começando.

sábado, 12 de junho de 2010

Grupos de jovens - parte 1

Passando por alguns grupos, paróquias, dioceses, movimentos e encontros juvenis, há alguns questionamentos que sempre aparecem. Em listas pela internet ou comunidades de PJ em sites como orkut há sempre problemas comuns. Penso que falar sobre eles e lançar algumas alternativas seja uma boa proposta para tratarmos aqui. Digo novamente, não quero dar fórmulas prontas, porque elas não existem. Cada um conhece a sua realidade e pode aplicá-las ou não de acordo com a criatividade que se tem e como a necessidade pedir.

Você que está lendo agora, pode até achar que algumas destas perguntas não tem propósito nenhum. Mas não se engane. Muitos jovens já se questionaram a respeito de alguns destes temas. E creio que hoje alguns ainda estão se questionando. É uma contribuição minha e sua, na medida em que você que está lendo também pode comentar. Fique a vontade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Para ser um bom coordenador de PJ - Parte 2

Dando continuidade ao artigo anterior, continuo aqui a apresentação dos outros "10 mandamentos de um bom coordenador", texto adaptado da obra do Pe. Jorge Boran de seu livro "Juventude, o grande desafio". Mais do que mandamentos, estas são dicas para ajudar a lembrar que toda a coordenação é um serviço prestado e como tal deve ser bem feito para dar bom resultado.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Para ser um bom coordenador de PJ - Parte 1

Uma coisa que eu sempre notei nos cursos que dou é que o povo adora dicas! E dicas com números parecem que são coisas mágicas!!! Quando eu falo: "Agora vou apresentar cinco pontos que todo assessor deve prestar atenção para exercer bem seu ministério", o povo se arruma nas cadeiras e presta mais atenção. É nítido. E bem bacana também.

Isso não é novidade. Basta ver os 10 mandamentos. É uma forma rápida e prática de se guardar conceitos importantes. O Pe. Jorge Boran também percebeu isso e lançou num de seus livros, "Juventude, o grande desafio", de 1982, os 10 mandamentos de um bom coordenador. Se você colocar num site de buscas qualquer esta expressão deve encontrar o texto do Pe. Boran, talvez sem os créditos. Mas se quiser ir direto a uma fonte confiável clique aqui.

Tomo a liberdade de pegar este texto original e dar uma versão minha a ele. Para o artigo aqui não ficar muito grande, reproduzo hoje somente os cinco primeiros. Numa outra data, mando os próximos cinco. Claro que cada um destes "mandamentos" dariam um artigo bem bacana para ser aprofundado. Quem sabe ainda não possamos fazer isto juntos?

sábado, 22 de maio de 2010

PJ x Igreja ??

Essa semana eu estava planejando escrever sobre a metodologia da PJ, mas dois fatos me fizeram mudar o foco. O primeiro deles foi um livro que eu peguei para dar embasamento maior sobre o nosso método: "A Pastoral dá o que pensar" de Agenor Brighenti, sobre Teologia Pastoral. Muito bom mesmo. Os primeiros capítulos falam sobre os modelos eclesiais e modelos de ação que passaram pela história da Igreja. Não terminei de ler este livro ainda, mas ele só confirmou um pensamento que eu já vinha matutando. Existem dentro de nossas comunidades, paróquias e dioceses pessoas que ainda não compreenderam o sentido do Concílio Vaticano II de abertura da Igreja para o diálogo com a realidade do mundo extra eclesial. Ou pior, que o mundo seria perfeito se a sociedade toda fosse católica.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Por que falar de PJ?

Tenho achado esta experiência de fazer um blog muito interessante. Colegas com mais tempo de estrada me mandaram mensagens de incentivo. Outros me deram dicas. O blog tem seguidores que nunca vi pessoalmente. Isto certamente não se deve aos meus belos olhos castanhos ou ao fato de que eu seja o pai de um lindo garotinho de quase três anos. E é claro que não foi por nada disso. E nem foi por isso que eu tive esta iniciativa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ser PJ: A Igreja se faz jovem!

  1. Entre tantas pastorais, qual o diferencial da PJ?
  2. Entre tantos movimentos na Igreja Católica que lidam com a juventude, por que ser da PJ?
  3. Num mundo que mata e fere a juventude, como a PJ pode contribuir entre tantos movimentos juvenis da sociedade civil?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O ser Pastoral

Quando falamos em pastoral, a primeira reflexão a ser feita é tirada do Evangelho de João (Jo 10,1-15). Nela é apresentada a figura do Bom Pastor, em contraposição ao mercenário. Há al-gumas características do Bom Pastor que valem a pena serem ressaltadas para início de conversa:

Nova mulher e novo homem

Quando olhamos para a vida de Jesus, acreditamos que ele era sim o filho bem amado de Deus. Seu estilo e sua proposta revelavam como deveria ser a humanidade e como o Pai queria que o mundo fosse desde o princípio dos tempo: o ser humano é filho de Deus, irmão dos outros e administrador da criação e não “Senhor” de Deus, inimigo do irmão e explorador da criação. O mundo é a casa da grande família de Deus, onde todos se sentem bem.

Esta nova mulher e novo homem têm os traços de Jesus e são inspirados nele: são livres, solidários, comunitários, proféticos, joviais, contemplativos, gente de esperança e de ação. A Pastoral da Juventude se propõe a valorizar e reconhecer a pessoa humana em todas as suas dimensões, enfatizando o gestar dessa nova mulher e desse novo homem, vivenciando suas diferenças e valorizando o que é próprio de cada um.

Maria de Nazaré, Maria da Juventude

Olhemos para o povo de nossas comunidades. O amor que dedicam a Nossa Senhora é sempre de muita devoção e carinho. Com a juventude pejoteira não é diferente. Há uma identificação muito grande, pois Maria foi uma jovem que disse Sim ao projeto de Deus. Além disso se sabe pela tradição e pelas escrituras que Maria era uma moça alegre e simples. Ela aprendeu a ler e interpretar as escrituras. Era conhecedora da história de Israel e das promessas de Deus. Quando recebeu a visita do anjo que lhe fez a proposta de ser mãe do Messias, não aceitou prontamente. Quis primeiro saber como se dariam estas coisas. Com a explicação, pôs-se à disposição com fé e entrega.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Igreja - fonte de espiritualidade para a PJ

Não, este não será um tópico que ganhará unanimidade. Não quero falar de uma Igreja ideal, porque ela sendo formada por seres humanos tem suas falhas. Mas quero falar de uma Igreja como sinal de esperança de um mundo novo, pois ela existe para ser continuadora da missão de Jesus. E assim sendo precisa ser profética, anunciando a Sua Boa Nova e denunciando onde a vida não é levada a sério. A Igreja que é fonte da espiritualidade pejoteira, se fortalece com o testemunho dos santos e mártires, celebra a vida, evangeliza e se incultura e chama os jovens à missão. É mais do que Povo de Deus. É família de Deus, onde as pessoas se sentem acolhidas, em comunhão e tem espaço para participar. É de fato uma assembléia de fiéis que se compromete solidariamente, sendo despojada e optando pelos pobres. Sabe ser jovem com os jovens, é ministerial e celebra a vida no mistério de Cristo.

Pareceu uma Igreja ideal demais??

Espiritualidade tem a ver com Espírito Santo...

Assumir a postura de luta pelo Reino, exige uma mudança interior. E nos diz o texto evangélico que ninguém se transforma ou se converte se não for motivado pelo Espírito. (Cf. Jo 3,5). É Ele a luz que nos ilumina, o vento que nos empurra, o fogo que nos esquenta e que provoca o entendimento entre as pessoas (Cf. At 2,1-11).

domingo, 25 de abril de 2010

O Reino de Deus

Sou chamado por alguns amigos a ir falar com grupos juvenis a respeito de metodologia e objetivos da Pastoral da Juventude. E em muitos destes lugares eu começo a conversa falando que a PJ tem os mesmos objetivos da Igreja Católica. Até aí, ninguém se assusta. Mas quando o questionamento recai sobre quais são os objetivos da Igreja, a conversa começa a esquentar. Acontece um debate gostoso na maioria das vezes até chegarmos a conclusão de que a Igreja é a continuadora do projeto de Jesus. E a PJ não pode fugir deste objetivo também.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A espiritualidade cristocêntrica da PJ

A espiritualidade da Pastoral da Juventude é caracterizada na maneira com que vemos, percebemos, sentimos e expressamos a presença de Deus no nosso cotidiano. Contudo, isso não se dá de qualquer maneira e de um jeito igual para todo mundo. Encontrar a Deus no dia a dia pode se dar das maneiras mais imprevistas. E essa experiência é sempre de amor e muito pessoal. Acreditamos que Deus nos ama e esse amor se tornou concreto na pessoa de Jesus de Nazaré. Sua vida nos inspira até hoje. Seguir seus passos é o modelo de vida daqueles que se dizem cristãos. O centro da fé cristã está depositado em sua ressurreição.

Dificuldades do jovem para cultivar a espiritualidade

Quando olhamos para a nossa sociedade, uma das grandes caracteríticas que podemos perceber é que estamos cercados por uma cultura do consumo. A propaganda liga produtos e coisas ao reconhecimento social das pessoas. É o tal do Ter para Ser. Por isso, os objetos que usamos ou consumimos deixam de ser meros objetos para se tornarem um cartaz que carregamos e que diz que tipo de pessoas somos ou gostaríamos de ser. Este ambiente materialista é um primeiro obstáculo à vivência da espiritualidade, pois tudo se torna aparência e se reduz tudo à mercadoria.

O que é mesmo Espiritualidade Pejoteira?

Procure um jovem e pergunte para ele o que ele entende por espiritualidade. Muitos não darão nenhuma resposta cheias de discursos teológicos. Outros dirão que tem a ver com “as coisas de Deus” ou que seria fazer a experiência de Deus. Os discursos podem não ser os mais completos, mas a intuição do que seja está bem clara. Eu mesmo já fiz esta experiência com alguns jovens e recebi respostas bem bacanas. Houve jovens que me disseram que espiritualidade é ver, julgar, agir segundo o Evangelho, seguindo aquilo que o Espírito Santo nos inspira, vivendo como filhos de Deus, sentindo a Deus presente em nossa vida por meio de Jesus Cristo.