sábado, 6 de maio de 2017

Sobre estar atento aos sinais

Há pessoas por todos os lados. Na sala de aula, no transporte público, do lado de lá do vidro, do trilho, do biombo do escritório, no banco da igreja, da praça, nas filas, nas vilas, nas famílias e nas calçadas cheias de caminhantes. A gente tropeça em pessoas. A gente ouve seus gritos e conversas em boa parte do dia. Há mesmo muita gente. Estamos cercados por eles e elas.

Há tantas pessoas sozinhas. 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sobre riscos, fundamentalismos e resgate histórico

Conhecer alguém é sempre um risco (ou vários). Risco de gostar dessa pessoa, risco de querer saber mais de sua vida, seus gostos e sua história. Claro que há quem já tenha vivenciado o tal do amor à primeira vista, mas isso, nem sempre isso é imediato. Na via das paixões, a grande tendência é que, convivendo, a gente perceba aqui e ali algumas características que vão criando os tais encantamentos.

Sim, isso acontece de pessoas com pessoas. Mas também acontece de pessoas com ideias e de pessoas com propostas. Claro. Da imensa multidão de pessoas que você conhece, não é por todas que você se apaixona. Da mesma forma, há uma quantidade imensa de proposições, ideologias, linhas de pensamentos, religiões, filosofias, modos de vida que você também não abraça.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ampliada da PJ em Crato. Minha visão

Quem leu o texto anterior (clique aqui se quiser ver do que se trata) teve uma rápida passada de olhos sobre alguns aspectos que eu considerei relevantes para entender onde a Ampliada de Crato estava fundamentada. Foi baseado em nesta visão histórica e na perspectiva de que a Ampliada trabalhasse algumas linhas prioritárias para a ação que a proposta metodológica foi desenvolvida. Pensou-se em organizar o tempo da semana que estaríamos reunidos de acordo com os cinco olhares do nosso método pastoral, não como "caixas separadas", mas com uma interação entre cada parte: Ver a realidade, Julgar a partir dos critérios da nossa fé, Agir de acordo com os elementos já fornecidos, Rever o caminho feito e Celebrar a cada dia os passos firmes que foram dados.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Algumas histórias anteriores à Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude - Crato

A Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude aconteceu na cidade de Crato, no Ceará, entre os dias 22 e 29 de janeiro de 2017. Eram mais de 100 participantes diretos e alguns outros convidados (eu inclusive), fora as tantas equipes de trabalho. Para quem não sabe do que se trata, uma Ampliada Nacional é internamente o maior espaço deliberativo desta pastoral e também o momento para se pensar a indicação dos passos a serem seguidos nos próximos anos pela Pastoral da Juventude.

Muitas coisas me marcaram nesta atividade. A maior parte delas positivamente. E por todas elas, todas mesmo, eu enxergo uma série de possibilidades pastorais para a PJ nos próximos anos. Mas creio que antes de se entender o que me leva a crer nas alternativas futuras, é bom olhar os fatos que antecederam esta ampliada para poder compreender o que de mais significativo ocorreu por lá, para daí sim tentar perceber o olhar que faço para daqui por diante.

sábado, 28 de maio de 2016

Cinco conselhos às lideranças pejoteiras

Nestes anos todos na pastoral da juventude, conheci muita gente engajada nas diversas instâncias e em muitos serviços. Muitas lideranças de grupos de base, muitas/os jovens e assessores das instâncias estaduais e nacionais. Alguns dos textos deste blog foram direcionados a uns, a outras, mas poucos foram para todo mundo.

Já vi gente falhar em coisas básicas que por vezes eu também caí. Coisas que estão no nosso DNA e que, na teoria, não deveríamos falhar. Coordenadores/as, assessores/as e lideranças tropeçando neste ou naquele aspecto.

Por isto resolvi escrever este textinho. Cinco conselhos bem básicos, mas que eu acho fundamentais. Cinco ideias que, revendo agora depois de escritas, podem ser aplicadas com as devidas adaptações a qualquer grupo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Precisamos falar sobre o Cunha

Cunha. O Eduardo. Lembra-se dele? A política brasileira nestes dias em que escrevo este texto anda
tão conturbada e difícil de explicar que pode ser que quando você leia estas linhas, tudo pode ser novidade ou tudo pode ser jornal de ontem. Estamos vivendo esta época de extremos.

Então, o Cunha. Sim. Há alguns dias atrás, semanas, na verdade, ele era o todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados. Não conheço ninguém que o defendesse com sinceridade. Ele era o tipo que tinha o poder e era respeitado por alguns por este motivo. Outros se tornavam aliados pelo interesse em combater um inimigo comum. Alianças de ocasião, entendem?

Se ninguém o defende abertamente e com sinceridade na Câmara (ele está afastado do mandato de deputado e impedido de entrar na casa que presidiu), por que ele foi parar lá? Pipocam em todo canto denúncias contra ele, que vão de contas no exterior a desvios desde décadas passadas. Como ele foi parar lá? Como alguém conseguiu a quinta maior votação no seu estado de origem em 2010 e passou a ser o terceiro deputado mais votado em 2014 no mesmo estado?

domingo, 24 de abril de 2016

Por um dia de graça

Há conflitos que não valem a pena serem abraçados. Há quem possa se assustar com essa afirmação, pois associam o conflito às brigas. No entanto, estes termos não deveriam ter, a princípio, relação de causa e consequência, nem de um lado e nem de outro.

No entanto, a estupidez humana faz com que nossos pontos de vista sejam gravados em rocha dura, de tal forma que não possam ser apagados com o tempo. Essa firmeza de opinião deveria ser aplicada aos princípios éticos e não a simples pontos de vista. O contato com a opinião diferente deveria me fazer pensar e não me fazer odiar o meu interlocutor.