terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ampliada da PJ em Crato. Minha visão

Quem leu o texto anterior (clique aqui se quiser ver do que se trata) teve uma rápida passada de olhos sobre alguns aspectos que eu considerei relevantes para entender onde a Ampliada de Crato estava fundamentada. Foi baseado em nesta visão histórica e na perspectiva de que a Ampliada trabalhasse algumas linhas prioritárias para a ação que a proposta metodológica foi desenvolvida. Pensou-se em organizar o tempo da semana que estaríamos reunidos de acordo com os cinco olhares do nosso método pastoral, não como "caixas separadas", mas com uma interação entre cada parte: Ver a realidade, Julgar a partir dos critérios da nossa fé, Agir de acordo com os elementos já fornecidos, Rever o caminho feito e Celebrar a cada dia os passos firmes que foram dados.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Algumas histórias anteriores à Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude - Crato

A Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude aconteceu na cidade de Crato, no Ceará, entre os dias 22 e 29 de janeiro de 2017. Eram mais de 100 participantes diretos e alguns outros convidados (eu inclusive), fora as tantas equipes de trabalho. Para quem não sabe do que se trata, uma Ampliada Nacional é internamente o maior espaço deliberativo desta pastoral e também o momento para se pensar a indicação dos passos a serem seguidos nos próximos anos pela Pastoral da Juventude.

Muitas coisas me marcaram nesta atividade. A maior parte delas positivamente. E por todas elas, todas mesmo, eu enxergo uma série de possibilidades pastorais para a PJ nos próximos anos. Mas creio que antes de se entender o que me leva a crer nas alternativas futuras, é bom olhar os fatos que antecederam esta ampliada para poder compreender o que de mais significativo ocorreu por lá, para daí sim tentar perceber o olhar que faço para daqui por diante.

sábado, 28 de maio de 2016

Cinco conselhos às lideranças pejoteiras

Nestes anos todos na pastoral da juventude, conheci muita gente engajada nas diversas instâncias e em muitos serviços. Muitas lideranças de grupos de base, muitas/os jovens e assessores das instâncias estaduais e nacionais. Alguns dos textos deste blog foram direcionados a uns, a outras, mas poucos foram para todo mundo.

Já vi gente falhar em coisas básicas que por vezes eu também caí. Coisas que estão no nosso DNA e que, na teoria, não deveríamos falhar. Coordenadores/as, assessores/as e lideranças tropeçando neste ou naquele aspecto.

Por isto resolvi escrever este textinho. Cinco conselhos bem básicos, mas que eu acho fundamentais. Cinco ideias que, revendo agora depois de escritas, podem ser aplicadas com as devidas adaptações a qualquer grupo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Precisamos falar sobre o Cunha

Cunha. O Eduardo. Lembra-se dele? A política brasileira nestes dias em que escrevo este texto anda
tão conturbada e difícil de explicar que pode ser que quando você leia estas linhas, tudo pode ser novidade ou tudo pode ser jornal de ontem. Estamos vivendo esta época de extremos.

Então, o Cunha. Sim. Há alguns dias atrás, semanas, na verdade, ele era o todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados. Não conheço ninguém que o defendesse com sinceridade. Ele era o tipo que tinha o poder e era respeitado por alguns por este motivo. Outros se tornavam aliados pelo interesse em combater um inimigo comum. Alianças de ocasião, entendem?

Se ninguém o defende abertamente e com sinceridade na Câmara (ele está afastado do mandato de deputado e impedido de entrar na casa que presidiu), por que ele foi parar lá? Pipocam em todo canto denúncias contra ele, que vão de contas no exterior a desvios desde décadas passadas. Como ele foi parar lá? Como alguém conseguiu a quinta maior votação no seu estado de origem em 2010 e passou a ser o terceiro deputado mais votado em 2014 no mesmo estado?

domingo, 24 de abril de 2016

Por um dia de graça

Há conflitos que não valem a pena serem abraçados. Há quem possa se assustar com essa afirmação, pois associam o conflito às brigas. No entanto, estes termos não deveriam ter, a princípio, relação de causa e consequência, nem de um lado e nem de outro.

No entanto, a estupidez humana faz com que nossos pontos de vista sejam gravados em rocha dura, de tal forma que não possam ser apagados com o tempo. Essa firmeza de opinião deveria ser aplicada aos princípios éticos e não a simples pontos de vista. O contato com a opinião diferente deveria me fazer pensar e não me fazer odiar o meu interlocutor.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Carpe diem

O pai do meu amigo morreu. Foi algo realmente inesperado. Num momento estava bem. Passou mal e logo veio a falecer. Rápido e fulminante. Pegou a todos de surpresa. Alguns poderiam dizer: “Mas ontem ele aparentava estar tão bem”. Mas assim é a vida. Surpresas aparecem a todo o momento.

Um ex-educando de uma amiga também morreu. Coincidentemente na mesma semana do fato acima. Mas foi essa a única coincidência. Dizem que foi morto num assalto onde ele estava portando uma arma de brinquedo. Alguns poderiam dizer: “Ele encontrou o que procurava”. É. A vida é assim. Mas não deveria.

A morte é só um exemplo. Aconteça ela de forma natural, forçada ou violenta, sempre é uma perda para alguém. Seja anônimo ou famoso. Seja cristão ou não. Por mais que a vida nos ensine, a gente não se acostuma. A perda é sempre dolorosa e, de novo, a morte é um exemplo forte disso.

sábado, 13 de junho de 2015

Você pode desistir. Ou não.

A gente vivia um sonho que acabou.
Por um momento pensamos que aquilo sim poderia dar certo.
Mergulhamos de cabeça. Acompanhamos cada passo. E agora? O fim foi triste.
Eu ainda não acredito que tudo isso aconteceu
O negócio agora é voltarmos cada um para sua origem e tocar a vida de onde paramos.
Sim, por que se continuarmos lá, nosso fim será mais ligeiro.

Não. Espera. A história pode ser adaptada. Se mudarmos alguns contextos, ela ficaria assim:

Por que tudo aquilo que planejamos não está dando resultado?
Achávamos que iria dar certo, mas não rola nada e os encontros não dão liga.
A gente se dedicou tanto, desenhamos, relembramos, fizemos tudo como nos ensinaram.
Funcionava antes, não sei por que não funciona agora.
O negócio agora é desistir. Essa juventude está perdida e não nos ouve.
Sim, por que se continuarmos lá, vamos é perder tempo.